O técnico do Rexona/Paraná, Bernardo Rezende, o Bernardinho, chega a Sydney ansioso para conquistar sua terceira medalha olímpica. Medalha de prata na Olimpíada de Los Angeles, em 1984, quando jogava em companhia de Renan, Montanaro, Willian, Xandó e Marcus Vinícius, Bernardinho espera agora a sua segunda medalha como treinador da seleção brasileira feminina de voleibol. A primeira chegou na Olimpíada de Atlanta, em 96.
‘‘Existe uma ansiedade natural. Há uma grande motivação por parte de toda a equipe. Não somos favoritos ao ouro, mas temos condições de brigar por uma medalha. Quem sabe até na final?’’, disse o técnico, em entrevista exclusiva àFolha. ‘‘Agora é esperar os Jogos começarem para vencer a barreira da ansiedade e fazer com que o time consiga jogar o que vem jogando desde o ano passado’’, comentou.
Segundo Bernardinho, o mais importante no momento é a recuperação da atacante Virna, que teve uma inflamação no sezanóide – um ossinho do pé. O time do técnico Bernardinho não teve nem tempo de sentir a diferença dos 14 horas de fuso-horário entre Brasil e Austrália. Eles encerraram, no final do mês passado, a participação no Grand Prix da Ásia, nas Filipinas, que tinha 12 horas de diferença do Brasil. O técnico disse estar com o time bem preparado para enfrentar o Quênia, amanhã, às 22h30, no horário de Brasília.

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