Londres - Com um currículo de seis medalhas olímpicas - cinco como técnico e uma como jogador -, Bernardinho estava muito tranquilo após a derrota da seleção masculina de vôlei diante da Rússia na decisão da medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Londres. O treinador relembrou que o time brasileiro não fazia parte de nenhuma lista de favoritos ao pódio, depois de não subir ao pódio na Liga Mundial. ''Falavam muito de Polônia, Estados Unidos, Itália e nós conseguimos chegar à terceira final olímpica consecutiva.''
Bernardinho admitiu que o triunfo russo se deu pelo domínio físico. ''A partir do terceiro set começamos a sofrer com várias lesões. O Dante sentiu contusão no joelho, o Murilo no ombro, o Sidão no cotovelo. E o cara (Dimitriy Muserskiy) passou a virar bolas de todos os jeitos.''
Ao mesmo tempo, o técnico, que soma um ouro e duas pratas nas três últimas olimpíadas, gostou do desempenho da equipe na Olimpíada. ''É um grupo competitivo, que não tem o que provar. Mostrou mais uma vez que está no topo e nunca deixou de estar entre os melhores.''
Na entrevista coletiva, Bernardinho se emocionou ao ouvir o capitão Giba elogiar o filho Bruno, em pleno Dia dos Pais. ''Acho que naturalmente os próximos líderes da nova geração da seleção serão o Bruno e o Murilo. Eles atingiram uma maturidade que os credencia para esta função também.''
Sobre o futuro, Bernardinho disse que vai tirar uns 20 dias de folga para definir se permanecesse ou não na seleção. ''Acho que será preciso ser exclusivo da seleção'', afirmou o técnico, que tem contrato com o time feminino do Rio de Janeiro até abril de 2013. ''A próxima olimpíada é no Rio. O tempo passa muito rápido. Vamos ter de fazer uma renovação boa na equipe e será preciso ter uma foco total para a armação do time.'' (A.E.)

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