Bernardinho não relaxa nem para comemorar
São Paulo, 12 (AE) - Com uma vitória contra a Coréia do Sul por 3 sets a 0 (25/21, 25/23 e 25/12), a sétima em oito jogos, a seleção brasileira feminina de vôlei fechou a terceira fase da Copa do Mundo do Japão, torneio seletivo para a Olimpíada de Sydney, no ano que vem. Conhecido por seu rigor no comando da equipe, o técnico Bernardo Rezende não permitiu que a comemoração pela sétima vitória fosse além do lanche feito no vestiário. Bernardinho quer as jogadoras concentradas na partida contra a Itália, que será em Nagoya, à 1h30 de sábado.
"Vamos ver vídeos, estudar e relembrar o que conhecemos das italianas, além de treinar o que for possível", determinou Bernardinho às jogadoras. O Brasil fará em Nagoya suas três últimas partidas pela Copa do Mundo, uma fase decisiva e difícil por causa dos adversários que enfrentará na busca de um lugar entre os três primeiros colocados, assegurando vaga para a Olimpíada de Sydney. Depois da Itália, o Brasil enfrentará a Rússia e o Japão, na madrugada de segunda e terça-feiras, pela ordem.
Na rodada final, que Bernardinho chama de "tudo ou nada" o técnico vai escalar a capitã e atacante Ana Moser, que foi poupada de vários jogos por causa de um problema crônico no joelho esquerdo. "Nesses jogos cruciais, espero contar com a Aninha", afirmou.
Rússia e Cuba, que somam oito vitórias consecutivas no Japão, continuam como as favoritas para a disputa do título. O Brasil, com sete vitórias e uma derrota - para Cuba -, ocupa a terceira colocação. Argentina e Tunísia são as únicas seleções que não tiveram nenhum resultado positivo. Faltando três rodadas para o fim da Copa do Mundo, seis seleções - Rússia, Cuba, Brasil, China, Japão e Itália - mantêm condições de lutar pelas três vagas olímpicas. Croácia, Estados Unidos, Peru, Argentina e Tunísia não têm mais chances e terão de esperar a realização dos torneios pré-olímpicos continentais.
"Temos chances matemáticas de ganhar a Copa, mas o objetivo é
antes de tudo, a vaga olímpica", acentuou Bernardinho, que ontem seguiu para Nagoya de trem, com a seleção.
Itália - Com média de idade de 23,6 anos e 1,83 metro de altura, a Itália, com poucas chances de classificação é considerada por Bernardinho como "franco-atiradora". "Tem o mínimo de condições de classificação e nada a perder." O Brasil perdeu para a Itália por 3 a 2, este ano, na BCV Cup, em junho. Mas em agosto, no GP da ásia, as brasileiras venceram três vezes as adversárias.
"É um time que está crescendo e começando a colocar-se entre os principais do mundo", disse Bernardinho, elogiando o bloqueio, a meio-de-rede Manuela Leggeri e as atacantes Francesca Piccinini e Simona Rinieri, que considera excelentes. O Brasil está escalado contra a Itália com Ana Moser, Virna, Fofão, Leila, Karin, Janina e a líbero Ricarda.





