O técnico Bernardinho, da seleção brasileira, não quer saber de clima de guerra para a partida contra Cuba - às 4h30 da madrugada de terça para quarta-feira - pelas semifinais do Campeonato Mundial Feminino de Vôlei, em Osaka (Japão). China e Rússia jogam às 7h30. Bernardinho alertou as atletas para o perigo de cair nas provocações do adversário e acha impróprio pensar em revanche ou exagerar na rivalidade entre as duas equipes, lembrando as derrotas para as cubanas na decisão do Mundial de 1994 e na semifinal da Olimpíada de Atlanta, em 1996.
‘‘Esta é uma nova competição e não penso em revanche nenhuma’’, diz o treinador. ‘‘O passado é passado e o que temos a fazer é começar a construir o futuro agora’’, prossegue. ‘‘Vamos jogar contra Cuba como jogamos contra qualquer outro adversário numa partida importante.’’
Bernardinho ensina que o ataque e o bloqueio são os pontos fortes do vôlei feminino de Cuba. ‘‘Temos de sacar e receber bem para driblar o bloqueio delas’’, analisa. ‘‘Mas também dependemos do ataque para ganhar confiança.’’ Pela campanha invicta que está fazendo neste Mundial, segundo Bernardinho, a seleção cubana pode ser considerada a favorita para a conquista do título.
O Brasil venceu o Peru por 3 a 0 (15/5, 15/5 e 15/7) na madrugada de ontem e confirmou a classificação da equipe no Grupo E para as semifinais da madrugada de amanhã. Os outros resultados: Grupo E - Rússia 3 x Holanda 0 (15/9, 15/5 e 15/2), Japão 3 x República Dominicana 0 (15/1, 15/13 e 15/0); Grupo F - Cuba 3 x Croácia 0 (15/11, 16/14 e 15/6), China 3 x Bulgária 0 (15/12, 15/8 e 15/2) e Itália 3 x Coréia do Sul 0 (16/14, 16/14 e 15/8).

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