Bernardinho mantém equipe para Mundial
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quinta-feira, 02 de novembro de 2006
Agência Estado 
Rio - O técnico Bernardinho Rezende anunciou ontem o corte dos jogadores Bruno, Sidão, Minuzzi e Leandro, e levará para o Campeonato Mundial do Japão os mesmos jogadores que participaram da fase final da Liga Mundial, em agosto, em Moscou, quando o Brasil conquistou o hexacampeonato da competição.
O técnico aposta na experiência na luta pelo bicampeonato mundial: dos 12 jogadores, apenas o levantador Marcelinho, os pontas Murilo e Samuel e o meio-de-rede André Heller não participaram da campanha vitoriosa no Mundial da Argentina, em 2002 - seus lugares eram de Maurício, Giovane, Nalbert e Henrique, respectivamente.
O levantador Ricardinho, o ponta Giba e o meio Gustavo vão para o terceiro Mundial: eles estiveram presentes, assim como André Heller, no Mundial de 1998, também no Japão, quando o Brasil terminou em quarto, sob o comando de Radamés Lattari.
Bernardinho tem mantido praticamente a mesma equipe desde que assumiu a seleção, em 2001. Sob o seu comando, além dos títulos mundial e olímpico, a equipe conquistou cinco vezes a Liga Mundial, além da Copa do Mundo. A seleção subiu ao pódio nos 17 torneios que disputou com o treinador.
Os jogadores encerraram na quarta-feira o período de treinos e terão folga até domingo, quando viajam para Paris, onde a seleção fará dois dias de treinos. A viagem para o Japão será na quarta-feira, dia 8. A estréia, no dia 17, contra Cuba. O Brasil está no Grupo B, com jogos em Fukuoka, e enfrenta ainda Grécia, França - adversária na final da Liga -, Austrália e Alemanha. Assim como no Mundial Feminino, os quatro primeiros se classificam para a segunda fase.
Feminino - Favorito ao título, o Brasil disputa amanhã a partida que, em tese, promete ser o mais difícil da primeira fase do Campeonato Mundial Feminino de Vôlei - deve também decidir a liderança do Grupo C da competição. A seleção brasileira enfrenta os Estados Unidos às 2 horas (horário de Brasília), em Kobe, no Japão - Globo e SporTV transmitem ao vivo. A seleção jogaria nessa madrugada contra a Holanda.
O equilíbrio entre as duas seleções do Brasil e dos Estados Unidos é tão grande que, na história, são 41 vitórias para cada lado, em 82 jogos disputados. Este ano, no entanto, as brasileiras estão em vantagem. Ganharam na Copa Pan-Americana e no Grand Prix - nas duas vezes, por 3 sets a 1.
Mas o técnico José Roberto Guimarães tem consciência de que a seleção brasileira pode se complicar no Mundial se não jogar o que sabe, uma vez que os resultados da primeira fase continuam valendo na segunda etapa do campeonato. ''É importante que a gente consiga vencer para tentar sair em primeiro no nosso grupo'', avisou o treinador do Brasil.
A oposto Sheilla contou que a seleção norte-americana tem boas centrais. Além disso, elas batem bola alta na ponta e têm um ótimo bloqueio. ''Esse deve ser o jogo mais difícil dessa fase'', avaliou a jogadora brasileira. ''Nosso saque tem de entrar'', comentou a levantadora Carol.
A levantadora Fofão deverá estar em quadra contra os Estados Unidos. Ele apresentou melhora na contusão na panturrilha direita que a tirou dos últimos jogos e treinos. ''A Fofão está evoluindo satisfatoriamente. Ela está com um pouco de sensibilidade ainda, mas isso vem regredindo, e a gente está mantendo aquele protocolo que tinha feito de reabilitação'', disse o médico da seleção feminina, Júlio Nardelli.


