São Paulo - Se depender da vontade do técnico Bernardinho, os 12 jogadores que conquistaram o inédito título mundial de vôlei, estarão nos Jogos de Atenas daqui a dois anos para buscar a segunda medalha de ouro olímpica para o país. Na final do Mundial, o Brasil bateu a Rússia por 3 a 2, domingo.
O treinador afirmou ontem, em São Paulo, após a chegada da Argentina, que não pretende fazer novas renovações na equipe.
''Renovação não é uma obrigação. Quem estiver jogando bem, está sempre jovem'', afirmou Bernardinho, ressaltando que quer manter os veteranos Maurício, que como o melhor levantador do Mundial foi premiado com US$ 100 mil, e Giovane no grupo.
O primeiro já disse que pretende parar de defender a seleção brasileira após Atenas-2004.
Já Giovane, autor do último ponto na vitória sobre a Rússia, ainda não decidiu se continuará na seleção, mas ouviu de Bernardinho pedido para seguir com o time nos próximos dois anos.
Os dois veteranos da equipe, únicos remanescentes da geração de ouro na Olimpíada de Barcelona-1992, tornaram-se ontem os únicos jogadores brasileiros com os títulos mundial, olímpico e da Liga no currículo.
Quando assumiu o cargo, em 2000, Bernardinho promoveu uma pequena renovação no time e somou à base deixada pelo ex-técnico Radamés Lattari jovens talentos como André Nascimento que ganhou US$ 100 mil por ter sido o melhor atacante do Mundial , Henrique e Escadinha.
Depois de sete títulos, dois vice-campeonatos e dois anos de convivência, Bernardinho acredita que seu grupo não corre o risco de sofrer o mesmo desgaste da geração de ouro em Barcelona-1992, que, com problemas internos, não obteve bons resultados após o título da Liga Mundial de 1993.
Apesar de acreditarem em um retorno de mídia e, consequentemente, de patrocínios, por causa do título inédito, o fato de seis dos jogadores da seleção desenvolverem a carreira no exterior deve seguir inalterado, caso o valor do dólar siga nos atuais patamares.
''Os clubes de fora chegam com vantagem quatro vezes maior. Gostaria que isso mudasse, estou jogando fora há quatro anos'', diz Nalbert, do Macerata (Itália).
A CBV premiou cada jogador com R$ 20 mil pelo Mundial.

mockup