Bernardinho garante que fica na seleção
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quarta-feira, 01 de setembro de 2004
Agência Estado 
Rio - Após três horas de demonstrações de carinho pelos cariocas, a seleção brasileira masculina de vôlei, medalha de ouro na Olimpíada de Atenas, se desfez ontem durante o desfile em dois carros do Corpo de Bombeiros, sem esconder o cansaço pela comemoração e comovida com as homenagens. Na despedida, duas certezas: o técnico Bernardo Rezende, o Bernardinho, continua à frente da equipe, mas o capitão Nalbert, Giovane e Maurício encerraram suas participações na equipe.
No desembarque, Bernardinho manteve o discurso feito em Atenas, quando afirmou que ainda conversaria com o elenco e a família para saber se permaneceria no cargo de técnico. Mas, ao ser indagado se já havia decidido sobre seu futuro, foi enfático e frisou que não pediu demissão do cargo e nem pensa em deixá-lo.
''Eu sou o técnico da seleção e quero continuar'', afirmou Bernardinho.
Em seguida, o treinador voltou a argumentar que vai ouvir os jogadores para saber se estão dispostos a persistirem com o mesmo entusiasmo sob o seu comando. Lamentou ainda as saídas de Nalbert, Giovane e Maurício lembrando que ''chega um momento em que alguns precisam sair''.
Mesmo com a conquista da medalha de ouro em Atenas, Bernardinho optou por não reconhecer a superioridade brasileira sobre as demais seleções.
Mas, salientou que se o voleibol fosse praticado na antiga regra, quando existia a vantagem, o Brasil seria ''invencível''.
''No atual sistema todas as seleções ficam equilibradas. O importante foi que sempre tivemos um grande senso de alerta para não sermos surpreendidos'', destacou Bernardinho. ''Por exemplo, a seleção de basquete dos Estados Unidos é um bando de astros que se reúnem para jogar. Nós somos um grupo de talentos que forma um time.''
E para saudar a seleção bicampeã olímpica, os cariocas amanheceram no Aeroporto Internacional Tom Jobim. Já no início da manhã, cerca de 300 pessoas se aglomeravam no saguão do aeroporto, embaladas por duas baterias de escolas de samba.
Dividida em dois carros do Corpo de Bombeiros, a seleção deixou o aeroporto às 10h15 percorrendo as principais ruas da capital. Na via expressa Linha Vermelha, atualmente um dos trechos mais violentos do Rio, a carreata foi acompanhada por um intenso cerco policial, com batedores, carros da Polícia Militar, além de um helicóptero.


