São Paulo - Desde que assumiu o comando da seleção masculina, Bernardinho conduziu o Brasil à conquista de três títulos mundiais, uma medalha olímpica de ouro e outra de prata, além de acumular oito títulos da Liga Mundial. Quando ele vai se dar por satisfeito?
Segundo Ricardo Tabach, auxiliar do treinador na seleção brasileira feminina de 1993 até 2000, e na masculina de 2001 até 2008, Bernardinho pretende permanecer no cargo até 2016. ''Ele quer ver o Bruninho ser campeão olímpico no Rio de Janeiro, almeja alcançar essa consagração. A motivação dele é real.''
Se essa projeção se confirmar, a CBV viverá então um de seus maiores dilemas: escolher o sucessor do homem apontado como principal responsável pela multiplicação de conquistas do vôlei brasileiro. Para Tabach, os candidatos hoje são Mauro Grasso, Giovanni e Rubinho, atualmente auxiliar de Bernardinho.
Depois de 2016, Bernardinho vai continuar ligado ao vôlei, mas de outras maneiras. Será a hora de dedicar mais tempo à capacitação de treinadores e a outros projetos, como transmitir metodologia para iniciação no vôlei em escolas. No Rio de Janeiro, centenas de alunos já são contemplados com esse método. Crianças de 7 a 13 anos dão os primeiros saltos no minivôlei, com quadra reduzida e rede em altura mais baixa. Mas já há projetos de criar franquias e dar abrangência nacional ao programa.
Bernardinho, ao contrário dos jogadores da seleção, permaneceu na Europa após o título noCampeonato Mundial.

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