Agência Estado
De Winnipeg, Canadá
Havia uma época em que a geração de Ana Moser duvidava que um dia a seleção brasileira feminina de vôlei pudesse vencer as temíveis cubanas, bicampeãs mundiais e olímpicas. Na decisão da medalha de ouro, nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, domingo à noite, quando o Brasil derrotou Cuba por 3 sets a 2 (20/25, 25/22, 25/27, 25/22 e 15/13), em uma partida incrível, a história pode ter começado a mudar.
O técnico Bernardo Rezende, o Bernardinho, responsável pelo crescimento do vôlei feminino do Brasil, desde que assumiu a seleção em 1994, reconheceu o valor da nova geração, mas é firme na sua convicção de que só mesmo muito trabalho poderá fazer com que um dia o Brasil jogue no mesmo nível de Cuba.
Ontem, a seleção deixou Winnipeg indo para Wiscosin, nos Estados Unidos, onde fará três amistosos contra a seleção local, antes de seguir para o Grand Prix da Ásia, de 13 a 29 de agosto. Para a disputa do GP, retornam à seleção a atacante Ana Moser, Ricarda, que vai substituir Andréia, como líbero, e Tatiana, que vem para o lugar de Renata. Os 45 dias que o time vai ficar fora de casa, por si só, segundo o treinador, já serão um teste para a nova geração. ‘‘Vamos ver como esse grupo vai se comportar nessa situação de grande estresse e com pressão.’’
‘‘Só mesmo o dia-a-dia de muito, mas muito mesmo, trabalho duro é que poderá fazer com que esse novo grupo continue jogando no alto nível’’, acentuou Bernardinho. ‘‘É importante que elas saibam que tem potencial e continuem trabalhando com humildade.’’
O técnico prefere não projetar o resultado do Pan na atuação do time no GP da Ásia. ‘‘É um processo, é preciso trabalho e paciência’’, disse Bernardinho. ‘‘No início, a Érika não passava, depois passou a fazer isso no Rexona e agora na seleção’’, observou o treinador sobre a atacante de 18 anos. ‘‘Vão haver bons momentos como a final do Pan, mas ainda é preciso paciência.’’

mockup