Pequim - As derrotas na Liga Mundial deixaram os jogadores da seleção brasileira masculina de vôlei com a faca nos dentes. O que parecia ter ficado no Brasil voltou à tona no segundo dia de treinos na China. Embora o discurso da chegada tenha sido de união e de grupo fechado, ficou evidente que os erros estão proibidos e o time tem trabalhado com tolerância zero. E a disposição para reclamar um do outro parece ter tomado conta da ''Família Bernardinho''.
Um bate-boca entre o meio-de-rede Gustavo, o levantador Bruno e o próprio Bernardinho esquentou os ânimos às portas da estréia do time contra o Egito, domingo. O que motivou a discussão foi uma jogada errada de Bruno. Bernardinho não gostou do comportamento ríspido dos atletas e decidiu ter uma conversa com os dois no banco de reservas. Disse para seu filho, Bruno, que quem mandava no time era ele. Deu a entender que não irá tolerar mais indisciplina.
Um dia antes da discussão, o capitão Giba já havia comentado que os jogadores estavam com raiva para disputar os Jogos Olímpicos. Referia-se ao fato de a seleção ter ficado fora do pódio na decisão da Liga Mundial em casa.
Após a discussão, com Bernardinho ainda ouvindo os contra-argumentos de Gustavo, os três não deram entrevistas. O técnico também foi um dos que falaram que as derrotas para EUA e Rússia tinham ficado para trás. ''Esse time merece fechar o ciclo com uma medalha. O que passou, passou. Faremos tudo para conquistar essa medalha.''

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