A seleção brasileira de vôlei masculino poderá ter um novo treinador a partir do dia 13 de novembro. O nome mais cotado para substituir Radamés Lattari é o de Bernardo Rezende, o Bernardinho. O anuncio foi feito pelo treinador da Rexona/Paraná e da seleção brasileira feminina, sábado, na praia do Leblon, no Rio de Janeiro, durante uma clínica realizada para crianças e professores cariocas, para mostrar o que é realizado no Paraná, onde cerca de 3.500 crianças participam nos 22 centros de excelências em 19 cidades paranaenses. A definição da data foi para que ele possa estudar a proposta com muita atenção.
Bernardo Rezende, que dirige a seleção feminina desde 1994, disse que foi convidado pela Confederação Brasileira de Vôlei para assumir um novo desafio em sua vida: dirigir a seleção masculina. Como o time de Lattari não foi bem na Olimpíada de Sydney, ficando em quinto lugar, os dirigentes do vôlei brasileiro acreditam que chegou a hora de mudar.
O nome de Bernardinho, bronze na mesma competição com o feminino, foi o que teve maior aceitação. Bernardinho, que já foi levantador da seleção masculina, na década de 80, já dirigiu um time masculino, no início da sua carreira de treinador, em 1993, dirigindo o Módena, na Itália.
Bernardinho disse que está estudando bem para tomar a sua decisão, pois envolve uma série de fatores, da ordem econômica até pessoal. Ele disse que vem trabalhando há muito tempo com o time atual, e que foram criados muitos vínculos. Neste período, vários títulos foram conquistados, apesar do ouro olímpico ainda não ter sido obtido. Já pelo lado masculino, o seu nome está sendo bem aceito por jogadores e também por dirigentes.
Ele informou que esta divisão atingiu a sua casa. A esposa Fernanda Venturini, que joga pelo Vasco da Gama, é favorável que ele assuma o time masculino. Já a sua mãe, Maria Angela Rezende, prefere que continue no feminino. A mesma posição é a da ex-esposa, Vera Mossa. ‘‘Estou dividido’’, afirmou. Quanto a Radamés, que depois da Olimpíada recebeu a crítica de alguns jogadores, como Maurício, espera a definição do caso, sendo o seu objetivo ser o futuro prefeito do Clube de Regatas Flamengo.
O técnico bicampeão da Superliga de Vôlei Feminino disse que se assumir o comando técnico da seleção brasileira, continuará dirigindo o projeto da Rexona, apesar de deixar de ser técnico da equipe principal. ‘‘Mas ainda na próxima Superliga estarei no comando. A decisão só seria tomada em maio do ano que vem, com a final do torneio’’. Além da Confederação Brasileira de Vôlei, Bernardinho também recebeu convite para treinar os Estados Unidos e a Holanda. ‘‘Os holandeses é que estão sendo mais insistentes. Atualmente eu não quero sair do Brasil’’, comentou.
Como o Paraná não tem campeonato estadual adulto, a equipe do Rexona está disputando o Campeonato Carioca no qual tentando o segundo título consecutivo. Depois de vencer o Macaé, na estréia (3 a 0), perder para o Vasco na segunda rodada (3 a 0), ganhou do Grajaú, na sexta-feira por 3 a 0 e ontem à noite jogaria com o Flamengo. Segundo Bernardinho, o time está sendo preparado para a disputa da Superliga, que começa no dia 9 de dezembro. No time estão as paranaenses Elisangela e Carolzinha. As demais jogadoras são Erika, Waleswka, Popó, Daniela, Estela, Kátia, Chaine, Fabíola, Carol, Ligia, Taís e George. Segundo o supervisor da Rexona, Luiz Fernando Nascimento, ‘‘este ano não deveremos ter o campeonato adulto, porque as outras equipes do Estado abriram mão da disputa, alegando estar inferiores ao time da Rexona’’.

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