Belo Horizonte - O meia-atacante Bernard pediu ontem para que o torcedor da seleção brasileira e, principalmente, do Atlético-MG que for ao Mineirão assistir à semifinal da Copa das Confederações entre Brasil e Uruguai, nesta quarta, tenha paciência. Com os três jogadores do time mineiro - ele próprio, além de Rever e Jô - no banco de reservas, o jovem acredita que será inevitável evitar os cânticos para as entradas deles durante a partida, mas pediu que o público se concentre mais em apoiar a equipe do Brasil.
"Acho que vai ser natural a torcida gritar o meu nome. Seria assim em qualquer estádio em que um jogador do seu Estado estiver. Mas as coisas não são assim. O Felipão tem a cabeça no lugar e sabe o que precisa. Então, vai colocar em campo o que for melhor para o Brasil. A torcida tem que ter paciência, tranquilidade e lembrar que o nosso objetivo maior é ganhar o jogo", disse Bernard, em entrevista coletiva.
Bernard acredita que as vaias recebidas pela seleção brasileira no empate por 2 a 2 com o Chile, em amistoso disputado em abril, no Mineirão, não vão se repetir agora, porque a equipe passa por um bom momento. "Era uma situação diferente, com um grupo em formação. São três vitórias, dentro de uma competição. Tenho certeza que a torcida vai ter paciência e nos ajudar", comentou o jogador.
Com apenas 20 anos, Bernard é o mais jovem jogador da seleção brasileira e afirmou nesta segunda-feira que está aproveitando a oportunidade de fazer parte do grupo que disputa a Copa das Confederações como um aprendizado. Após receber a primeira oportunidade de jogo, durante o triunfo por 4 a 2 sobre a Itália, no último sábado, em Salvador, ele garantiu que está amadurecendo.
"É um prazer jogar ao lado de Neymar na seleção e de outros jogadores que acompanhei. No Atlético, o Ronaldinho me ajudou bastante e tive um crescimento muito grande. Estou muito feliz na seleção, tirando o que posso dessas situações para que eu possa crescer na minha carreira", disse.
Tímido, Bernard revelou que, inclusive, foi cobrado pelo experiente goleiro Julio Cesar por falar pouco no convívio entre os jogadores da seleção brasileira. Mas ele explicou que adota esse comportamento para aprender. "Tento escutar os mais experientes. Como diz meu pai, tenho dois ouvidos para ouvir e uma boca para falar. O Julio, pelo cara que é, qualquer palavra dele é bem-vinda", afirmou o garoto.
O jogador também agradeceu os elogios públicos feitos por Felipão. Antes do jogo com a Itália, o técnico da seleção revelou empolgação com o meia-atacante e declarou que Bernard tinha "alegria nas pernas". "É gratificante receber esse elogio. Fiquei feliz porque isso é fruto do meu esforço", disse.

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