São Paulo, 21 (AE) - Todo bom profissional precisa de vez em quando fazer uma reciclagem para se atualizar no mercado de trabalho. Seguindo esta filosofia, o atacante Bentinho voltou do Japão para o Brasil para jogar pelo clube que o lançou profissionalmente: a Portuguesa. Bentinho sentiu que se passasse mais tempo do outro lado do mundo, o nível do seu futebol ficaria muito defasado.
"Acompanhei os jogos do último Campeonato Brasileiro pela TV a cabo e percebi que o nível técnico do futebol brasileiro está muito alto", comenta Bentinho, que veio por empréstimo por um ano. Seu passe pertence ao Kashiwa Reysol. "Decidi voltar porque senti que, como jogador de bom nível técnico, precisava disputar jogos contra adversários difíceis para continuar crescendo profissionalmente", acrescenta o atacante.
Bentinho está com 28 anos, o dobro da idade que tinha quando pisou pela primeira vez no Canindé levado pelo irmão mais velho, o também jogador Bento. Com 14 anos, conheceu logo de cara outro garoto com sonhos de grandeza: o meia Dener, que morreu vítima de um acidente de carro no Rio, em 1994.
Um ano antes da morte do amigo, Bentinho deixou o Canindé para rodar o mundo. Jogou no El Helal da Arábia Saudita e no Verdy Kawasaki do Japão, ambos comandados pelo atual técnico da Portuguesa, Nelsinho Baptista. Desde então, tornou a viagem Brasil-Japão uma rotina. Para Bentinho, reciclar é preciso.
Ele veio para o São Paulo, voltou para o futebol japonês, passou novamente pelo Brasil (Botafogo-RJ e Cruzeiro), e pela terceira vez foi para o Japão. Agora, pelo menos por um ano Bentinho estará por aqui, defendendo as cores da Lusa. Ele estréia domingo, contra o Araçatuba, no Canindé.

mockup