Segundo a edição de ontem do semanário de economia alemão Wirtschaftswoche, a decisão já está tomada: a família Benetton colocará à venda a sua equipe de Fórmula 1. Os motivos apontados na reportagem são os mesmos dos rumores que circulam há algumas semanas na Europa. O senador Luciano Benetton está descontente com os fracos resultados da escuderia dirigida por Flavio Briatore e não concorda em pagar à Renault cerca de US$ 18 milhões para ter os seus motores em 98. Hoje a Benetton os têm de graça.
O filho do senador Luciano, Alessandro Benetton, presidente da empresa que gerencia as atividades do time de F-1, vem desmentindo que sua empresa deixará a competição. Mas segundo o semanal Wirtschaftswoche já existem até interessados na compra da organização e das dependências da fábrica de Enstone, na Inglaterra. Eles seriam os grupos alemães Porsche, BMW e Audi.
O grande problema da Benetton é que Michael Schumacher os acostumou. Com o alemão, a família Benetton conquistou os mundiais de pilotos de 94 e 95, além do campeonato de construtores de 95. Só nesses dois anos, Schumacher lhe deu 17 vitórias das 26 que a Benetton conseguiu nos 240 GPs disputados desde a sua origem, em 81. Depois da saída de Schumacher, no final de 95, a Benetton participou de 22 GPs, não conquistou nenhuma pole e não venceu uma única corrida, apesar dos investimentos continuarem elevados. É essa combinação entre a falta de resultados e a necessidade de injetar dólares na escuderia, sem perspectiva de voltar a vencer a curto prazo, é que deve ter levado a família a desistir do negócio.

mockup