Benetton e Williams travam duelo
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terça-feira, 18 de fevereiro de 1997
Livio Oricchio Agência Estado 
AFPJacques Villeneuve foi o mais veloz ontem na pista do Estoril Ao menos nos treinamentos de pré-temporada a competição pelos melhores tempos entre as equipes Benetton-Renault e Williams-Renault está emocionante. Ontem, no Estoril, em Portugal, Jacques Villeneuve, com a Williams FW19, e Gerhard Berger, de Benetton B-197, disputaram a pole position como num GP. Os dois, seguidos por Jean Alesi, da Benetton também, estabeleceram as melhores marcas já registradas na pista portuguesa no seu atual traçado. Villeneuve chegou a 1min18s36 (65 voltas), enquanto Berger fez 1min18s64 (35) e Alesi, 1min18s76 (29). A última pole do GP de Portugal, conquistada por Damon Hill em setembro, com Williams, foi de 1min20s330.
Não creio que a Williams esteja escondendo o jogo, afirmou Berger, como se comentou na F-1. As marcas de ontem no Estoril evidenciam que as duas escuderias esgotaram os recursos disponíveis para a obtenção de bons tempos. Três décimos separaram a marca de Villeneuve da de Berger, mas existe um atenuante para a Benetton. O canadense registrou seu tempo no final da tarde, quando a temperatura estava um pouco abaixo da verificada na hora em que Berger exigiu tudo do modelo B-197.
Caso SennaAmanhã, às 9h30, na via Cavour, fórum de Ímola, Itália, o juiz Adriano Costanzo acusará formalmente de homicídio culposo os seis indiciados pela morte de Ayrton Senna, dois anos, nove meses e vinte dias depois da tragédia. Um amplo esquema técnico, com telões e computadores, foi montado para a discussão detalhada do acidente fatal do piloto brasileiro na curva Tamburello. Mas quatro dos seis acusados não estarão presentes: Frank Williams, dono da equipe de Senna; Patrick Head, diretor-técnico da Williams; Adrian Newey, projetista do carro; e o ex-delegado de segurança da Fórmula 1 e diretor do GP de San Marino em 94, o belga Roland Bruynseraede. Nossos advogados informaram não ser necessária nossa presença nessa fase inicial do processo, informou ontem a assessora de imprensa da Williams, Jane Gorard.
Dois italianos, porém, estarão sentados no banco dos réus: Federico Bendinelli, diretor da Sagis, empresa que administra o autódromo Enzo e Dino Ferrari, local da prova; e o diretor do circuito, Giorgio Poggi.


