Yngrid Ayumi de Oliveira Imamura, de 9 anos, começou a praticar o jiu-jítsu há apenas dois meses. Pouco tempo, porém suficiente para ela já começar a sentir os primeiros benefícios para o seu corpo em desenvolvimento. "Antes eu cansava muito rápido nas aulas de educação física na escola, e agora não canso mais. Meus hábitos estão mudando, estou comendo mais verduras e legumes, melhorou bastante a minha vida", conta ela.
O que aconteceu com Yngrid tem se repetido cada vez mais nos últimos anos com mais crianças. Depois de muito perder com a fama de esporte violento, o jiu-jítsu ganhou destaque com o crescimento das artes marciais mistas e vem conseguindo aos poucos afastar essa imagem. E, graças a isso, a modalidade tem se aproximado também das crianças. "Os pais geralmente chegam aqui para ver como é a aula e veem que não tem nada disso. O jiu-jítsu é um dos esportes que menos machuca, e traz muitos benefícios", argumenta o lutador e professor Daniel Macedo, o ‘Black’.
Ele enumera uma série de avanços que o jiu-jítsu pode trazer para a vida dos pequenos. "A autoconfiança, que é muito importante para a criança, para coordenação motora, equilíbrio. Tem também a questão do respeito, da filosofia do esporte. A gente tem uma hierarquia de respeito ao tatame, aos mais graduados, e isso a criança leva para fora da academia", cita.
O estudante Gabriel de Oliveira Zani, de 11 anos, também já tem alguns motivos a comemorar. "Ficava em casa à tarde só no computador, jogando videogame e engordando. Em um mês, já emagreci seis quilos e estou muito feliz".

Segundo alguns historiadores, o jiu-jítsu nasceu na Índia e era praticado por monges budistas, que desenvolveram uma técnica baseada nos princípios do equilíbrio, do sistema de articulação do corpo e das alavancas

Termo refere-se à competência pessoal; postura positiva com relação às próprias capacidades e desempenho de fazer ou realizar alguma coisa

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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