Beltrão já sonha ficar entre os quatro
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terça-feira, 04 de fevereiro de 2003
Rodrigo Lima<BR>Reportagem Local 
Estádio Anilado, domingo, 2 de fevereiro. Oito mil torcedores acompanharam a vitória do Francisco Beltrão sobre o Atlético, 2 a 0. O resultado, além de garantir ao Beltrão o segundo lugar no Campeonato Paranaense, encerrou um tabu de nove anos sem vencer clubes da capital.
Mas afinal, qual o segredo desse time que saiu da Segundona para ser o pesadelo dos adversários no Estadual? Conforme o presidente do clube, Valdomiro Vicente Didoné, o sucesso está na ''família'' que jogadores, comissão técnica e diretoria formam desde a conquista do tricampeonato da Segundona (1995, 2000 e 2002). ''O clube manteve 80% do grupo do ano passado e contratamos os jogadores certos'', resume Didoné.
O técnico Jairo Scheidt está há três anos no comando do clube e conta com jogadores experientes, como Guinei, ex-Corinthians, Mona, ex-São Paulo, e Rogério, ex-Fluminense. Porém, jovens atletas vêm despontando na equipe, como o meia Alex, de 20 anos.
Segundo Didoné, o objetivo do Beltrão é ficar entre os quatro primeiros no Estadual. ''Queremos ter vantagem na decisão do mata-mata, mas para isso precisamos manter essa boa campanha'', diz. Em três jogos, foram duas vitórias (5 a 1 no Cascavel e 2 a 0 no Atlético) e um empate (2 a 2 com o Paraná Clube).
Para manter em dia os salários dos jogadores a folha é de R$ 45 mil e o teto salarial é de R$ 2,5 mil o clube conta com ajuda de empresários da cidade e da verba repassada pela Rede Globo pelos direitos de transmissão. ''Mas também contamos com nossa torcida querida, que comparece para marcar o ponto nos jogos'', complementa o presidente do Francisco Beltrão.
O projeto para o futuro é ambicioso. O clube pretende construir um centro de treinamentos para incrementar as categorias de base e revelar jogadores. Por enquanto, a intenção é buscar uma vaga na Série C do Campeonato Brasileiro. E continuar sendo o ''papão'' do interior paranaense.


