O Francisco Beltrão Esporte Clube tem pouco mais de quinze dias de vida. Lanterna do Campeonato Paranaense e praticamente rebaixado para a Segunda Divisão, o Tricolor do Sudoeste agoniza por total falta de estrutura administrativa e financeira. A situação só não é pior porque uma comissão de apoio reunindo 60 empresários de Francisco Beltrão e liderada pelo prefeito Vilmar Cordasso (PPB) assumiu o controle do time depois que os ex-dirigentes abandoram o barco.
Dispostos a não deixar o futebol profissional morrer na cidade, os empresários decidiram criar um novo clube-empresa livre de vícios e dívidas. O time já tem até nome: União Beltrão, referência ao Clube Esportivo União que representou a cidade na década de 70. ‘‘Pegamos o bonde andando e quebrado, sem qualquer chance de recuperar. Só assumimos o time a pedido do prefeito com o objetivo de representar bem o nome da cidade e não haver abandono do campeonato’’, explica Valdir de Souza, presidente da comissão de apoio ao Beltrão e atual vice-presidente da Federação Paranaense de Futebol.
Valdir de Souza, que também já presidiu o Beltrão, diz que o clube não existe juridicamente pois há vários anos não é realizada uma eleição. ‘‘Então, decidimos criar um clube-empresa para a cidade não ficar sem futebol’’, conta ele. Os 60 empresários, que dão sustentação financeira nos últimos dias do Beltrão, vão se reunir em julho para escolher a diretoria do União Beltrão.
A documentação para a formação da nova equipe, informa Souza, já está em andamento. Enquanto vence os tramites legais para dar vida ao União Beltrão, os empresários já alinhavam uma futura parceira com o Atlético Paranaense.
O acordo se daria nos moldes que Paraná Clube e Coritiba fazem com o Grêmio Maringá e o Cataratas na Série A-1 (segunda divisão): o Rubro-negro cederia jogadores e comissão técnica para o União Beltrão. ‘‘Já entramos em contato com o Valmor Zimermann, coordenador de futebol do Atlético, e o assunto está bem encaminhado’’, afirma Valdir de Souza.
O União Beltrão, que deverá absorver parte do elenco do Beltrão, já tem até data para estrear em grande estilo: dia 14 ou 15 de dezembro no aniversário de Francisco Beltrão contra Grêmio ou Internacional, que têm inúmeros torcedores no Sudoeste. Também existe um apelido provável para o novo time: ‘‘Marreco’’, referência aos primórdios da cidade de Francisco Beltrão que era conhecida como Vila Marrecas, ex-distrito de Clevelândia (43 km a leste de Pato Branco).

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