O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, lamentou ontem a briga ocorrida na noite de quarta-feira envolvendo o zagueiro Maurício e o atacante Obina e convocou uma reunião com a cúpula do clube e os jogadores para tentar reparar o estrago feito na derrota por 2 a 0 para o Grêmio, em Porto Alegre.
No intervalo da partida, quando o time alviverde perdia por 1 a 0, após uma discussão, o zagueiro Maurício tentou dar um tapa em Obina, que revidou com um soco - os dois foram expulsos da partida. No final do jogo, o vice-presidente de futebol do Palmeiras, Gilberto Cipullo, disse que os dois não vestirão mais a camisa do clube.
Belluzzo reconheceu que no momento que assistia ao jogo teve a mesma de Cipullo, mas disse que agora é momento de conversar com todos os envolvidos antes de tomar qualquer decisão - o mandatário palmeirense não quis informar se o afastamento dos atletas pode ser revisto.
''Não falei com o Cipullo ainda, preciso falar com ele. Na hora em que assisti às cenas, telefonei para ele e falei que os dois jogadores se comportaram mal e que aquilo não poderia ser aceito. Na hora eu disse a mesma coisa, não queria mais esses jogadores vestindo a camisa do Palmeiras'', afirmou Belluzzo.
''Vamos olhar tudo com calma. Não podemos comprometer o que vem aí. O estrago já foi grande, e agora nós temos que minimizá-lo. Quero ouvir as pessoas, ouvir todo mundo, ouvir as razões'', disse o dirigente.
Além de resolver a questão disciplinar entre os jogadores afastados, Belluzzo também tentará acalmar os atletas. Críticas feitas pelo goleiro Marcos e o zagueiro Danilo a companheiros deixam evidentes que o elenco está rachado. Os dois jogadores, após a partida, indicaram que alguns atletas fazem corpo mole e só pensam em transferências para a Europa.

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