O coordenador-geral do Londrina, Célio Guergoletto, e o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Antônio Amaral, concederam coletiva ontem à tarde a respeito da decisão do prefeito Antonio Belinati (sem partido) em retirar a ajuda que a Prefeitura vinha dando ao Tubarão para as disputas do Campeonato Brasileiro da Série B. A situação deve ficar delicada, segundo os dirigentes, pois sem a ajuda de R$ 100 mil mensais ‘‘fica inviável a manutenção da equipe’’.
Guergoletto não quis tomar uma posição, embora tenha algumas alternativas. ‘‘Não temos condições de falar muito agora, porque a notícia nos pegou de surpresa e temos, primeiro, que falar com o prefeito. Até porque não recebemos qualquer comunicado oficial por parte dele, da retirada dessa ajuda.’’ Antônio Amaral disse que ‘‘o clube gasta hoje cerca de R$ 110 mil a R$ 120 mil mensais, e só temos R$ 20 mil de patrocínio’’.
Célio Guergoletto disse ainda que ‘‘não estou aqui porque quis. Fui convidado para assumir esse cargo, e concordei com as condições que nos foram passadas. Mas quero deixar claro que o prefeito, até agora, honrou todos os seus compromissos, razão pela qual nos surpreendemos com a decisão tomada. Mas vamos falar com ele e ver até que ponto a ajuda não virᒒ.
O presidente do Conselho Deliberativo explicou que ‘‘quando assumimos, ficou acertada uma ajuda por parte da prefeitura até o início de outubro. Quando armamos o time, sem dinheiro, o objetivo era mantê-lo na Série B, e até aí Antonio Belinati cumpriu o assumido. Depois, no entanto, com a classificação, ele prometeu continuar a ajuda e até falou que daria os prêmios pelas classificações para as próximas fases, além de um melhor, de R$ 300 mil, se a equipe subisse à Primeira Divisão. É por isso que essa notícia nos surpreendeu’’.
Os dois dirigentes do Tubarão deixaram claro, ontem à tarde, que sem a ajuda do prefeito não dá para disputar o restante do campeonato. ‘‘Não sei como pode ficar. Temos algumas alternativas e vamos tomar uma decisão, mas isso só após o prefeito nos confirmar a retirada da ajuda’’, falou Guergoletto.
Depois, Guergoletto falou das alternativas que o clube tem. A primeira delas é uma empresa de São Paulo, que pode ajudar o clube nos próximos dois meses. ‘‘Vamos falar com eles e ver essa possibilidade, mas só após ter a resposta do prefeito’’, enfatizou o coordenador-geral do Londrina. Para Antônio Amaral, a outra alternativa não é nada animadora. ‘‘Teremos que dispensar o atual elenco e promover jogadores juniores no restante do campeonato. E não adianta pensar em outra coisa, porque não será possível. Eu, o Célio e quem está conosco nessa luta não temos dinheiro para pôr no Londrina. Estamos com a conta descoberta em R$ 92 mil com o último pagamento do time, quantia que a prefeitura ainda não nos repassou, mas o Gino (Azzolini, secretário geral da prefeitura) deu sinal verde para que fizéssemos isso. Sem dinheiro, não há nenhuma outra alternativa.’’
Antonio Belinati, que retornou ontem de Brasília, não esteve no seu gabinete. A Folha apurou que o prefeito fez uma reunião em sua casa com alguns secretários, mas não atendeu nenhum telefonema. A secretária do prefeito, Damaris Praxedes Tavares, disse à reportagem ‘‘que o prefeito deu o assunto por encerrado e não vai mais falar sobre isso’’.

mockup