Milton DóriaO prefeito Antonio Belinati recebeu ontem a comissão de pilotosUma comissão de pilotos e de pessoas ligadas ao automobilismo londrinense esteve ontem na Prefeitura de Londrina, para cobrar informações sobre a possível privatização do Autódromo Internacional Ayrton Senna, que seria assumido pelo piloto Nelson Piquet. A comissão manteve rápida conversa com o prefeito Antônio Belinati e outra reunião mais demorada com o secretário geral Gino Azolini Neto. ‘‘Eu não não conheço o mecanismo, nunca falei e nem vi nenhum documento de que o Piquet estaria interessado no autódromo’’, assinalou o secretário.
A privatização do autódromo londrinense dividiu principalmente os pilotos. Os que apóiam e os que são contra, principalmente se for entregue a Nelson Piquet. O prefeito Belinati falou pouco pois alegou outro compromisso. ‘‘Não tive nenhum contato com o Piquet’’. Segundo o prefeito, o autódromo mobiliza a cidade em dias de corrida, mas precisa se auto-sustentar.
Para o secretário Gino Azoloni, a solução seria a terceirização do autódromo. ‘‘A prefeitura não pode ficar cuidando de tudo. Vamos resguardar a fiscalização, mas a administração não é nosso papel. Por isso mesmo o certo é abrir uma licitação e o próprio prefeito pediu que vocês dêem idéias. Vocês são os primeiros e, por isso mesmo vamos privilegiar o espaço de nossos pilotos’’, disse Azolini.
A preocupação desta comissão de pilotos é de que Nelson Piquet assim como fez em Brasília e Pinhais, venha a tirar as provas nacionais do calendário, uma vez que ele tem uma briga com a Confederação Brasileira de Automobilismo.
O secretário Azolini concordou com a preocupação da comissão e disse que a terceirização é inevitável e que quem assumir não irá fazer o que quizer. ‘‘Teremos cláusulas que darão a garantia de que as provas do calendário serão mantidas, as reformas necessárias serão realizadas, além do que o projeto será todo voltado para a comunidade’’.
O outro ladoFavorável à privatização do Autódromo Internacional Ayrton Senna, está a comissão provisória de assessoramento e administração do autódromo, formada por Beto Borghesi, Tazzio Borghesi, Aloysio Moreira, Carlos Sardi, Valter Pruner e Marcos Albuquerque.
Segundo Marcos Albuquerque, o vice prefeito Alex Canziani tinha conhecimento do interesse de Nelson Piquet em assumir o controle do autódromo. ‘‘O Piquet mandou para Londrina um documento referente à licitação e o contrato de como foi feita a negociação com o autódromo de Brasília’’, assinalou. Sobre a reação dos pilotos, Marcos disse que eles deveriam primeiro ouvir a proposta do tricampeão. ‘‘Estamos na fase da globalização e não podemos ficar fechados aqui em Londrina. Por isso mesmo vamos escutar o que ele tem a dizer e a oferecer’’, finalizou.

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