O prefeito Antonio Belinati (sem partido), acompanhado pelo secretário José Righi de Oliveira (Obras) e Júlio Bittencourt (Autarquia do Meio Ambiente - AMA), esteve ontem no Estádio do Café, viu de perto todos os problemas e garantiu: ‘‘O torcedor pode ficar tranquilo que haverá uma concentração de esforços para que no jogo de domingo, entre Portuguesa e Londrina, o estádio possa fornecer conforto para o público e jogadores’’. Mas deixou claro que investimentos maiores ‘‘só deverão ser feitos se nossas equipes evoluírem no campeonato’’.
Ontem mesmo aproximadamente 50 homens trabalhavam na limpeza e obras de emergência no local, incluindo troca de chuveiros, arrumação dos sanitários e dos vestiários. Belinati disse que, em outra etapa, a Prefeitura deverá trocar todo o gramado do estádio. ‘‘Como não há tempo suficiente agora, vamos ver a possibilidade de proceder essa troca do gramado, aproveitando, inclusive, para reparar a drenagem do campo.’’
Estádio VGD - Interditado na segunda-feira pela Secretaria de Obras - a ordem partiu diretamente de Belinati - o prefeito disse que ‘‘cabe ao Londrina Esporte Clube’’ assumir as despesas das reformas do VGD. Segundo o laudo, a cobertura das arquibancas numeradas corre risco de desabamento.
Belinati afirmou que a prefeitura ainda não poderia legalmente assumir os custos, sem que haja uma consulta prévia ao Departamento Jurídico, que levantaria as eventuais implicações perante o Tribunal de Contas do Município. ‘‘Primeiro, encaminharemos uma notificação à diretoria do Londrina. Reconhecemos a situação de penúria do clube, mas a responsabilidade é dele, que mantém o VGD sob regime de comodato. Caso nos respondam que não podem bancar as reformas, aí sim tomaremos providências.’’
O presidente do Conselho Deliberativo do Londrina, Antonio Amaral, que retornou das férias ao Exterior, reassumiu ontem o cargo, já rebatendo as declarações de Belinati. Segundo ele, a interpretação do prefeito ‘‘está juridicamente errada’’, comparando o comodato aos contratos de aluguéis. ‘‘Em caso de benfeitoria necessária - aquela que envolve a segurança e a melhoria de uma estrutura - o proprietário (a Prefeitura) deve executar os serviços’’, garante Amaral. Amaral disse que vai procurar Belinati para solucionar o impasse ‘‘na base do diálogo’’.

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