Janaina Tupan Frare
De Londrina
O prefeito de Londrina, Antonio Belinati (PFL), disse ontem que o retorno do Pré-Olímpico foi excelente para a cidade. ‘‘Não existe caixa no setor público que pague a divulgação que Londrina teve durante esse período e que, com certeza, vai ter também em Sydney, quando citarem que a Seleção Brasileira conseguiu a classificação em Londrina.’’
A prefeitura comprou os direitos de realização do evento por R$ 2.175.000,00. Tem até sexta-feira para pagar os R$ 600 mil restantes à CBF. Já foram pagas duas prestações – a primeira, de R$ 1.175.000,00, e a segunda, de R$ 400 mil.
Nas oito rodadas (cinco da fase de classificação e três do quadrangular final) no Estádio do Café renderam R$ 1.805.240,00 (veja quadro). Para o prefeito, mesmo com a bilheteria não tendo alcançado o valor pago em espécie, o município ainda receberá esse dinheiro investido com o Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviço (ICMS) que os hotéis, restaurantes e bares da cidade vão recolher a mais devido ao movimento gerado pelo torneio.
Além do retorno do ICMS, a prefeitura já garantiu mais R$ 196.408,20. Com a regularização das cadeiras cativas (R$ 72.006,00); a comercialização das cadeiras especiais com a Traffic, empresa que negociou o direito de imagem com as emissoras de TV (R$ 54 mil); o comércio de ambulantes (R$ 39.402,20) no Estádio do Café; estacionamento (R$ 18 mil); e a renda obtida nos primeiros treinos da Seleção Brasileira (R$ 13 mil), a receita ficou em R$ 2.001.648,20.
Portas abertas – Belinati disse que as portas da cidade estarão sempre abertas à CBF e que inclusive já colocou à disposição, independente de ser ou não prefeito da cidade no próximo ano, o Estádio do Café para jogos amistosos da Seleção Brasileira. ‘‘Precisamos de grandes eventos na cidade. O povo já mostrou que é favorável’’, disse o prefeito.
Agora, a prefeitura está tentando trazer para Londrina o Campeonato Sul-Americano de Futsal, que acontece em abril e vai definir os dois representantes da América do Sul para o Mundial da categoria.
O único problema é que a quadra do Ginásio do Moringão – onde cabem até 10 mil pessoas – não tem as medidas oficiais exigidas pelas regras da modalidade. A reforma está fora de cogitação, porque seria necessário tirar dois lances da arquibancada, o que poderia abalar as estruturas do ginásio – que já tem 28 anos.
A outra opção seria o Ginásio do Colégio Marista, que não comporta grande público.
Belinati revelou ontem ter entrado em contato com o Ministério do Esporte e Turismo para ver a possibilidade de uma verba emergencial para a construção de uma quadra oficial no Estádio do Vitorino Gonçalves Dias (VGD) ou no Zerão, mas, pelo que disse à Folha ontem, essa verba não deve sair do Ministério. ‘‘Parece que eles também estão sem dinheiro.’’

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