Além das que odeiam e que amam futebol, existem aquelas que ficam em cima do muro. Não detestam, não assistem com freqüência, mas quando podem dão uma espiadinha na bola rolando pelos gramados. Principalmente em época de Copa.
  São daqueles tipos de mulheres que assistem ao jogo para ver os olhos do Beckham, o sorriso do Kaká, as pernas do Roberto Carlos ou o conjunto dos italianos. São poucas as que preferem ver o sorriso do Ronaldinho Gaúcho ou as carecas de Cris e Luisão.
  Há também aquelas que têm uma noção do que está se passando em campo, mas não entendem muito do mundo do futebol. A estudante Bárbara Martins, 14 anos, é uma dessas. ‘‘O evento Copa do Mundo chama a atenção de todos’’, disse.
  Questionada sobre assuntos específicos do jogo, ela se embaralhou. ‘‘Conhecemos o gol, o escanteio, a falta, o pênalti’’, respondeu até ser interrompida pela amiga Cláudia Modenutti, 23. ‘‘Sei que com dois cartões amarelos o jogador é expulso’’. No entanto, ao serem perguntadas sobre o 4-3-3 responderam em coro. ‘‘É um sistema. Aquele lá...’’.
  Já a radialista Odete Aparecida de Souza, 49, é apaixonada por futebol, mas gosta mais ainda dos jogadores. Ela aproveita a profissão – é radialista esportiva há 21 anos – para apreciar as belezas dos atletas. ‘‘Os italianos são maravilhosos, chamam a atenção. São os cavalos mais bem tratados. Passam a massas e vinhos. Uruguaios e italianos são os mais apetitosos’’, apontou Odete, que também tem olhos para outras seleções. ‘‘Tem o Sorín na Argentina, o Beckham, o Figo em Portugal, o Raúl na Espanha, o Henry na França’’.
  Ela também avaliou a seleção brasileira. ‘‘O Roberto Carlos, só as pernas, o Kaká não faz meu tipo, o Mineiro é muito feinho e o Ricardinho é charmoso. O Ronaldinho é horrível, mas é simpático e inteligente’’, comentou.
  Mas os musos brasileiros de Odete não estão na Copa. ‘‘O Fernandão (Inter) e o Alex Dias (São Paulo)... Meu Deus’’, suspirou.
  Já as garotas Vitória Ferreira Jahn, 13, e Isadora Romero Brasil, 12, não concordam com Odete. ‘‘Pra gente não tem nenhum jogador bonito’’, afirmaram.
  A Copa agita a vida delas de outra maneira. ‘‘Gosto de Copa do Mundo porque tem gincana na escola’’, contou Vitória. ‘‘Cada sala representa uma seleção. É muito legal’’, emendou Isadora.
  Apesar das diversas opiniões sobre a Copa do Mundo no meio feminino, um fato é certo: de um jeito ou de outro, as mulheres, tietes ou não, também balançam com o principal evento esportivo do planeta. (T.M.)

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