As estradas da região de Londrina começam a receber hoje alguns dos melhores ciclista da América do Sul. Todos em busca do título da Volta Ciclística Internacional do Paraná, que tem início hoje e pela sétima vez consecutiva passará pelo norte paranaense.
A competição, que vale pontuação para o ranking da União Ciclística Internacional (UCI), tem largada esta manhã, em Bela Vista do Paraíso, e vai até domingo, quando acontece a prova de Rolândia. São mais de 100 ciclistas distribuídos por 15 equipes, sendo 11 brasileiras, uma argentina, uma chilena, uma venezuelana e uma paraguaia.
A Volta passará pelas cidades de Londrina, Ibiporã, Bela Vista do Paraíso, Primeiro de Maio, Sertanópolis, Jaguapitã, Centenário do Sul, Rolândia, Prado Ferreira, Guaraci, Miraselva, Nossa Senhora das Graças, Santa Fé e Iguaraçu.
A etapa de hoje tem largada às 10 horas, em frente à Igreja Matriz de Bela Vista do Paraíso. Os ciclistas percorrerão um trecho de 126,4 quilômetros, passando por Primeiro de Maio, até retornarem ao ponto onde foi a largada.
Na edição do ano passado, o destaque foi Raul Cançado (Cesc/Sundown/Nossa Caixa/Calypso/Maxxis/Kuruma) que nas 5 etapas somou 715,6 quilômetros num total de tempo de 18h18m22s, faturando o primeiro lugar. Por equipes o título foi para a DataRo/Sel Cordeirópolis-SP com 54h54m5s.
Um dos nomes confirmados para a prova é do araponguense Luciano Pagliarini. Após anos correndo na Europa, o ciclista voltou ao Brasil e disputa pela primeira vez a Volta. Ele corre pela Scott/Marcondes Cesar/São José dos Campos-SP.
Entre os favoritos, nomes como Marcos Novello e Antonio Nascimento, ambos da Memorial/Giant/Santos-SP. O técnico da equipe, Cláudio Diegues, evitou fazer prognósticos. ''A principal dificuldade no início está em saber quem vai participar. Na nossa equipe, os dois são os que mais se destacam e chegam em boas condições para a prova, principalmente o Novello'', disse Diegues.
A Volta Ciclística do Paraná também é conhecida pela dificuldade do trajeto. Subidas íngremes e trechos irregulares tornam ainda mais complicada a vida dos ciclistas. ''É uma das provas mais difíceis. A sequência de subidas torna a prova bem dura. Mudaram o trecho de Guaravera, mas não gostei. Apesar de ser duro demais, o ciclismo é isso mesmo'', comentou Diegues.

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