Beisebol tem mais de 20 mil praticantes

A Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS) comemorou muito o retorno das modalidades ao programa olímpico. De acordo com o presidente da entidade, Jorge Otsuka, a notícia era a mais esperada pelos atletas do mundo inteiro. "Vamos aumentar a visibilidade e o interesse e, consequentemente, teremos mais praticantes. Assim, vamos conseguir massificar o esporte", afirmou.
Apesar da alegria pelo retorno, o dirigente informou que a CBBS ainda não traçou um projeto de preparação visando o ciclo olímpico. "Brevemente, seremos chamados para uma reunião com o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e também podemos ser contemplados pela Lei Agnelo Piva. A partir daí poderemos definir pontos como a importação de materiais, de técnicos especializados e de participação em torneios internacionais", frisou.
Ainda não há uma definição de quantas vagas o continente americano terá e nem como serão definidos os classificados. Uma das hipóteses é que os Jogos Pan-americanos, que acontecem este ano em Lima, no Peru, seja o classificatório. Sobre as chances da seleção brasileira, Otsuka alerta que é preciso primeiro garantir uma vaga.
"Acredito que as Américas terão direito a três vagas. E todos sabem que é aqui que se joga o melhor beisebol do mundo com Estados Unidos, Canadá, os países da América Central, além de Venezuela e Colômbia. Por isso, teremos que pensar na classificação primeiro", ressaltou.
Segundo a CBBS, existem hoje no Brasil três mil atletas federados e mais de 20 mil praticantes. São sete federações estaduais filiadas e mais de 40 clubes confederados. A Confederação possui um Centro de Treinamento, em Ibiúna (SP), com três campos oficiais e toda a estrutura para a preparação da seleção brasileira. No lado social, a CBBS mantém o projeto "Beisebol Solidário", em Ibiúna, Vargem Grande (MT) e Londrina, que já tirou milhares de crianças carentes das ruas.
O beisebol estreou oficialmente nas Olimpíadas em Barcelona (1992), mas a sua primeira aparição foi em 1912, em Estocolmo, como esporte de demonstração. Em Londres (2012) e no Rio de Janeiro, porém, o beisebol e o softbol ficaram de fora do programa olímpico. (L.F.C.)







