Rio - A seleção brasileira de beisebol venceu a Nicarágua por 1 a 0, na manhã de ontem, no campo 1 da arena construída na Cidade do Rock, mas isso foi a única coisa de bom que aconteceu na estréia do time nacional nos Jogos Pan-Americanos. De resto, só reclamações com o horário da partida, as condições do campo, a falta de estrutura para os torcedores, o regulamento do campeonato e até com o forte vento no local.
Por causa de problemas anteriores, como falha no sistema de iluminação, duas partidas da primeira rodada, inclusive o jogo do Brasil contra os nicaraguenses, teve de ser adiado de sábado para domingo, e, por consequência, provocou um remanejamento de toda a tabela da competição. Hoje, os brasileiros voltam a campo para enfrentar a República Dominicana, a partir das 9 horas, e mais uma vitória classifica a equipe às semifinais.
Ronaldo Ono, um dos destaques do time, destacou a importância da vitória na estréia. ''A gente precisava dela. O primeiro jogo sempre é complicado e teremos rivais difíceis pela frente'', afirmou. Seu companheiro, Tiago Magalhães, também não deixou de criticar as falhas de organização. ''O campo ficou pronto há pouco tempo e não está bom. Houve o problema da iluminação e esse negócio de permitir o empate não dá. Só vi isso em jogo de crianças'', disse.
Os problemas dentro de campo foram mínimos comparados ao que aconteceu fora dele. Com o forte calor, grande parte do público presente teve de encarar o sol forte durante as duas horas de jogo. Na lanchonete do complexo, só tinha bebida quente. Para completar a bagunça, um forte vento quase ameaçou a integridade física das pessoas durante o jogo entre Cuba e México, na sequência do duelo do Brasil. Parte do toldo que cobria o setor de imprensa e convidados foi arrancado com a ventania e por pouco não machucou alguém ou provocou a paralisação da partida.

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