Neste final de semana Londrina vai sediar o 13º Campeonato Brasileiro de Beisebol Pré-Infantil. Nos dias 5, 6 e 7, a Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel) recebe 23 delegações dos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso. A disputa é pelo último torneio oficial do ano da Confederação Brasileira de Beisebol e Softboll que só retorna às suas atividades em março de 2009. A faixa etária dos atletas que é de 9 a 10 anos forma a categoria mais importante de um esporte desconhecido do grande público, mas que tem uma história de sucesso esquecida no seu passado.
''O fundamental para quem quer ser atleta é começar desde criança'', afirma Francisco Tan, presidente da Federação Paranaense de Beisebol e Softboll. Ele elenca as categorias pré-infantil, infantil, pré-júnior, júnior e juvenil como a base de formação dos jogadores. ''Mas antes de começar a treinar sério, hoje tem o T-Ball para crianças entre 5 e 8 anos. É como uma pré-escola, para fazer o jovem gostar do beisebol primeiro e depois sim praticar'', explica.
Na prática, um jogo de beisebol é dividido em dois times formados por nove jogadores que se alternam no ataque e na defesa. São nove tempos (innings) e enquanto um time rebate e tenta pontuar dando uma volta completa pelas bases, o outro arremessa a bola e se defende do ataque adversário. Quando a jogada é indefensável acontece o ponto máximo do jogo - o home run.
O condicionamento físico é fundamental para o atleta conseguir acompanhar o ritmo do jogo. É por este motivo que o beisebol deve ser praticado desde a infância. Porque quando chegar a fase juvenil, que vai dos 15 aos 18 anos, ele estará no auge da sua carreira. ''É a fase em que o atleta tem o maior potencial de jogo, porque está no melhor momento do seu preparo físico'', analisa.
Mas os atletas costumam parar de jogar aos 18 anos, por conta de outras obrigações. Por isso, não existe uma categoria adulta em atividade no país e esse é o principal entrave para a profissionalização do beisebol. ''Eu costumo dizer que é um esporte praticado por abnegados e fanáticos. Mesmo em São Paulo, que possui alguns times patrocinados por empresários, o máximo que se consegue alcançar é o estágio de semi-profissional'', critica.
Em Londrina, há até quatro anos atrás os praticantes do ''yakiú'', que é o significado de beisebol em japonês, contavam com uma pequena ajuda da Fundação dos Esportes. O patrocínio trouxe resultados positivos e dois atletas foram contratados para jogar em times do Japão e Estados Unidos - considerados as potências mundiais do esporte.
Mesmo após conquistar dois títulos mundiais - da categoria infantil (até 11 anos), em 1990, no Japão, e três anos depois o de juniores (15 e 16 anos), em Londrina, um bom número de praticantes não se manifestou. Mas o aumento de atletas brasileiros, que hoje é de 40%, pode ser a luz no fim do túnel para a profissionalização. ''Isso mudou o panorama do beisebol. Antes, os japoneses eram maioria, mas como são mais baixinhos estão em desvantagem quando comparados aos brasileiros. Isso ajuda a desenvolver um atleta com musculatura maior e agiliza o ritmo do jogo'', analisa.

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