BEISEBOL - Americanos fazem marketing em Londrina
PUBLICAÇÃO
sábado, 24 de fevereiro de 2007
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
O time do Atlanta Braves, da Geórgia, que disputa a primeira divisão da Liga Profissional de beisebol norte-americana está em busca de novas parcerias com cidades de outros países e entre elas Londrina entrou no roteiro. Na semana passada, o gerente de marketing e ex-integrante da comissão técnica da equipe de Atlanta, Michael Lothamer, 30 anos, esteve na cidade acompanhado de outros quatro americanos ministrando uma clínica de beisebol na sede campestre da Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel).
Eles comandaram um workshop que contou com duas turmas e mais de 40 participantes, todos eles leigos no esporte. Bem diferente das demais atividades envolvendo o beisebol na cidade, o workshop não teve nenhuma relação com a colônia japonesa. ''Somente utilizamos os campos da Acel. Quem participou aqui foram pessoas que apenas admiram o beisebol, mas que nunca haviam tido contato antes com um taco ou uma bolinha'', explicou o organizador, Ely Torresin, proprietário do Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos e responsável pelo intercâmbio com os americanos.
Um dos que estiveram na oficina de beisebol foi o ex-jogador profissional Dick Freeman. Outros foram ex-atletas amadores que se dispuseram a vir à cidade como voluntários, já que bancaram as próprias passagens.
Lothamer, que hoje faz o marketing e o merchandising do Atlanta Braves, veio com um interesse distinto. ''Vim para divulgar o clube e a modalidade, porque o beisebol é febre nos Estados Unidos, mas ainda pouco praticado no Brasil'', disse, com a ajuda de Torresin na tradução. O time quer criar escolinhas fora dos Estados Unidos.
Segundo ele, além dos clubes, a Major League Baseball, entidade que controla as duas ligas profissionais americanas - National e American League - também quer expandir a modalidade, que por enquanto está muito restrita aos EUA, Japão e Cuba.
No curso em Londrina, o Atlanta Braves ficou de bancar jogos de uniformes, tacos, bolas, luvas e os equipamentos de proteção para os atletas. A tarefa coube a Lothamer, que trouxe material completo para duas equipes (no beisebol, cada time tem nove jogadores).
Porém, o marqueteiro do time de Atlanta acabou barrado na alfândega do Aeroporto de Manaus - que desconfiou de contrabando - e todo o material ficou retido lá por uma semana. A liberação ocorreu somente na última quinta-feira. ''Durante o curso tivemos que usar outro material. Mas agora que chegou, ficaremos com ele para que todos os interessados possam usar gratuitamente'', contou Torresin.
Os materiais doados pelo time de Atlanta (para 15 jogadores) representaram algo em torno de US$ 6.900, já que cada jogo de uniforme e mais o material de treino custa cerca de US$ 460 por atleta. Um capacete e um taco, por exemplo, não saem por menos de US$ 100 cada.
Lothamer contou que o Atlanta Braves, assim como os demais time da National League (são 30 equipes na divisão profissional) fazem nada menos que 162 jogos por temporada, que vai de abril a outubro. Se o time passa para os playoffs o número aumenta, já que cada decisão é em melhor de sete jogos. Nos jogos em casa - apesar de serem quatro a cinco partidas por semana - a média de público é de 25 mil pessoas no estádio.


