A proibição da venda de bebidas destiladas (como uísque e vodca) dentro dos estádios de futebol e de qualquer bebida com teor alcóolico (vinhos e cervejas) num raio de 200 metros da entrada dos jogos foram algumas das medidas que foram acertadas ontem, durante o encontro entre representantes das polícias civil e militar, prefeitura de Curitiba, Associação dos Cronistas Esportivos, clubes de futebol e Federação Paranaense de Futebol. A intenção é evitar que pessoas alcoolizadas possam entrar nos estádios nos dias de jogos. Um bafômetro será utilizado na entrada. A utilização será limitada e feita por amostragem. ‘‘Não tem como fazer com que todos passem pelo bafômetro. Mas quando houver suspeita será feito o teste. Os embriagados serão impedidos de assistir ao jogo. Mesmo com o ingresso na mão’’, afirmou José Tavares, secretário de Estado de Segurança Pública.
Outras medidas de segurança foram acertadas. Os ingressos terão o valor aumentado (o preço ainda não foi definido) e só poderão ser vendidos antecipadamente. A presença de cambistas nas proximidades dos estádios será reprimida. As torcidas organizadas sofrerão uma ‘intervenção branca’. Elas não serão extintas, mas terão a obrigação de zelar pela paz durante as partidas. ‘‘Elas serão orientadas a mudar de comportamento e serão proibidas de usar as camisetas das próprias torcidas. Só serão permitidas camisas oficiais do clube’’, disse o secretário.
Não foi descartada a extinção futura das torcidas, caso as medidas não surtam efeito. ‘‘Quando você atira uma pedra no rio, faz ondas. A pedra é o começo de tudo para que a onda apareça. Na violência nos jogos, a torcida organizada é a pedra’’, argumentou o coronel Sanderson Diotalevi, secretário municipal de Defesa Social. Hoje e amanhã, a Polícia Militar realizará reuniões com as torcidas organizadas do Atlético Paranaense, Coritiba, Paraná Clube e Malutron. ‘‘Temos informações seguras de que as torcidas se reúnem em suas sedes antes dos jogos para esquentar as baterias. E isto tem que acabar. Não podemos mais permitir que o estádio vire uma praça de guerra. Se as torcidas não colaborarem, elas serão extintas’’, replicou Tavares, tomando em consideração uma decisão de São Paulo em 1996 para evitar a violência no campo entre torcidas adversárias.
Apesar de ser possível o uso de camisas oficiais, elas serão proibidas no trajeto entre os terminais e o estádio. As delegacias móveis serão retomadas. O Tribunal de Justiça e a Corregedoria da Justiça serão chamados para auxiliar no encaminhamento imediato dos detentos.
Os clubes de futebol serão orientados a colocar equipamentos de segurança (como câmeras de TV fixas e móveis) nos estádios.

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