Bebeto, Romário e Zidane também não escapam da sina
São Paulo - Pelé não é o único a esperar por descendentes no futebol. Já há uma molecada com DNA de craque comendo a bola em divisões inferiores. Um brasileiro e um francês, ambos campeões do mundo, parecem não escapar da sina de ter um filho no futebol profissional.
O ex-atacante Bebeto, pai de Matheus, 13 anos, recebeu na última semana a notícia de que o menino havia sido convocado para a seleção Sub-13 do Brasil, que participou da Copa Mediterrâneo, na Espanha. ''Ele atua melhor no meio-de-campo, embora tenha sido convocado para jogar no ataque. Tem talento, mas sabe que precisa estudar primeiro'', comentou Bebeto ao jornal Sport, de Barcelona.
O Brasil festejou em 1994 o nascimento de Matheus, num gesto eternizado por seu pai, por Romário e Mazinho na beira do gramado após gol contra a Holanda em 9 de julho. O trio embalou simbolicamente nos braços o recém-nascido. Matheus joga nas categorias de base do Flamengo. ''Nunca o incentivei a virar jogador. A escolha foi dele. Agora, temos de auxiliar da melhor maneira'', disse Denise, mulher de Bebeto e mãe de Matheus.
O outro filho de craque encaminhado é Enzo Alan Zidane, 12. O menino de sobrenome famoso brilha nas categorias inferiores do Real Madrid, último clube do jogador francês. O pai de Enzo foi um dos melhores jogadores do mundo da atualidade. Quem o viu jogar não tem dúvidas. Zidane foi eleito pela Fifa o melhor do mundo por três vezes: em 1998, 2000 e 2003.
''Jogo muito em casa com meu pai, que me ensina alguns truques'', comentou o menino, que na semana passada foi campeão de um torneio internacional disputado na Catalunha, superando o arqui-rival Barcelona na final. ''Não se pode negar que o pequeno Enzo leva os genes do craque francês'', escreveu o jornal Marca.
Enzo nasceu em Bordeaux, quando seu pai jogava pelo time local. O nome é homenagem ao ex-jogador uruguaio Enzo Francescoli, de quem Zidane é fã. O pequeno Enzo é destro, mas se defende bem com a canhota. Sua principal jogada é o giro sobre a bola, para enganar os rivais. Em Madri, a jogada é chamada de roleta. ''Foi meu pai quem me ensinou.''
Em breve, o futebol poderá ter ainda dois novos fazedores de gols. Se os filhos puxarem os pais, não há dúvidas disso. Romarinho, 13, treina no pré-infantil do Vasco. Já foi do Fluminense. O menino é atacante. E, dizem, bom de bola.
Ronald é filho de Ronaldo, do Milan. Tem 7 anos e muito tempo para descobrir o futebol. Ronaldo o levava a alguns treinos do Real Madrid. Mas ainda não se empolgou com o talento do filho. (A.E.)





