Bebeto, o emotivo, buscou em Cristo a superação da briga
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quinta-feira, 18 de junho de 1998
Agência Estado 
Bebeto buscou em Deus e Jesus Cristo a paz para superar a briga com Dunga. Foram momentos difíceis para o jogador, conhecido por seu temperamento dócil e emotivo e pela facilidade com que chora. Mas nem sempre é assim. Bebeto reagiu ao ser xingado pelo companheiro de time e exigiu respeito. Eu não tinha nada com a jogada, gritei com ele, ele me peitou e eu também o peitei, disse.
O atacante ficou surpreso com a reação de Dunga, mas disse que conhece bem o capitão da Seleção, desde 1983, quando começaram a jogar juntos e foram campeões mundiais de juniores, no México. Na hora em que Dunga começou a gritar, Bebeto disse que nem sabia que era com ele. Sei como ele é, mas na hora, de cabeça quente, a gente acabou discutindo e trocando empurrões.
O problema, porém, foi superado, garantiu. A gente conversou dentro de campo, nos cumprimentamos quando marquei o meu gol e depois voltamos a conversar no vestiário.
Bebeto disse que não se deixa abater por tão pouco. Sou um cara tranquilo, detesto violência e procuro resolver esses problemas com diálogo. Brigar com Dunga não é novidade para o atacante. Na Copa de 94, nos Estados Unidos, eles tiveram uma discussão parecida, às vésperas de um jogo. A diferença é que ninguém soube. Acho que é normal, coisas que acontecem numa competição, ponderou.
O jogador só levou uma bronca parecida quando reclamou de uma substituição, em 1988. Ele chorou ao ser advertido pelo técnico Carlos Alberto Silva, que dirigia a Seleção. No vestiário, o jogador teria levado um tapa do treinador. O episódio contribuiu para dar ao atleta a fama de chorão.
Feliz com o primeiro gol que marcou na Copa na França, contra Marrocos, Bebeto prefere falar sobre o bom desempenho da Seleção. O time está melhorando a cada jogo, subindo de produção dentro da Copa, o que é importante.
O jogo com a Noruega, terça-feira, não deve ser encarado como um amistoso, segundo o craque. O fato de a Seleção Brasileira estar classificada não deve diminuir a responsabilidade dos jogadores, na sua opinião. Vencer a Noruega dá mais moral ainda ao time para enfrentar a fase mais difícil da competição. Sobre as provocações do técnico norueguês Egil Olsen, o atacante prefere guardar a resposta para o campo. Quem fala muito...


