O empresário Iran Campos, presidente do Londrina Junior Team (LJT), garante que o cobiçado acordo de parceria entre o Londrina e o campeão mundial interclubes, o Bayern Munique, está mais próximo, depois da viagem que o dirigente fez à Alemanha na semana passada.
Os dois clubes negociam o acordo desde o ano passado, quando foi acertada a terceirização do futebol amador do LEC, contrato firmado na administração Agostinho Miguel Garrote, no início do ano passado. Pelo acordo de terceirização, os direitos federativos dos jogadores (nova denominação para o vínculo entre atleta e clube) formados pelo LJT seriam divididos entre os empresários e o Londrina.
Sem representantes do LEC, a missão capitaneada por Campos foi recebida diariamente por diretores do Bayern durante uma semana. Segundo o empresário, a equipe alemã trata o caso com cautela – as conversações já completaram um ano e meio –, depois de fracassar em algumas experiências pela América Latina.
A nova legislação que rege as relações trabalhistas no futebol brasileiro ainda intriga os europeus, que querem garantias de que os jogadores formados pela parceria não sejam ‘‘roubados’’ por outros clubes brasileiros. ‘‘Vamos encomendar um estudo jurídico sobre esta legislação e enviar a eles. Espero que no final de junho eles se convençam que o acordo será seguro’’.
No ano passado, os alemães visitaram as instalações da sede social (no Estádio Vitorino Gonçalves Dias) e o alojamento dos juniores. Não demonstraram entusiasmo com a estrutura na ocasião. Em fevereiro, uma dupla de diretores do clube alemão voltou a Londrina e conferiu o funcionamento do flat construído para ser concentração dos amadores e declararam que estavam satisfeitos com os avanços.
Campos disse que o Bayern deve oferecer US$ 15 mil mensais para ter prioridade na aquisição dos destaques do elenco do LJT. ‘‘Não mandaremos jogadores em massa, somente os top de linha’’, adiantou.
Sobre a duração do primeiro contrato, também há divergências. O Bayern quer um tempo mais curto para colher os frutos da parceria: no máximo, dois anos. Iran prefere um contrato mais longo – de três a cinco anos. ‘‘Teremos que formar uma geração a partir dos 13, 14 anos, para repassarmos o jogador com 18’’, explicou.
Nos profissionais, ontem o elenco treinou apenas fisicamente, depois de um Domingo das Mães de folga. O técnico Tadeu Martins comanda na noite de hoje um coletivo no Estádio Vitorino Gonçalves Dias, quando deve ser definido o time que estréia no Supercampeonato, diante do Paraná Clube, na quinta-feira em Curitiba.
O diretor de futebol Persius Sampaio informou que o lateral-esquerdo Luciano, 23 anos, do Atlético, de Boa Vista (RR), não virá mais. Ele deve ir para o Remo, de Belém. Novamente o motivo da desistência foi a oferta de um salário superior ao que o Tubarão pode pagar.

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