Batel adota cautela para montar time e pede apoio oficial
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quarta-feira, 01 de janeiro de 1997
Da Redação 
O Batel, de Guarapuava, adotou a política dos pés-no-chão para a temporada 97. A base da equipe, que disputará o Grupo A do Campeonato Paranaense, será formada por jogadores juniores mesclados com mais seis profissionais. Vamos investir sem fazer loucuras, diz Álvaro Matos, vice-presidente do clube. Com dívidas deste ano ainda a pagar, o Batel faz promoções, vai atrás de apoio do comércio e do novo prefeito de Guarapuava.
Não temos dinheiro e estamos indo até as empresas da cidade, explica Álvaro Matos. Uma das saídas para levantar dinheiro é a venda de cadeiras e placas de publicidade no Estádio Valdomiro Gelinski. Matos prevê um gasto mensal com folha de pagamento de R$ 35 mil.
Além das promoções que o clube pretende fazer, há esperança de ajuda da prefeitura. O prefeito eleito Vitor Hugo Burko fez promessa na sua campanha política de aumentar a ajuda ao Batel, relembra o dirigente. Este ano, o clube recebeu ajuda mensal da prefeitura de R$ 2 mil. No total, arrecadou R$ 6 mil. A folha de pagamento atingiu os R$ 40 mil. Resultado: uma dívida acumulada de R$ 60 mil. Felizmente, não temos dívidas em bancos. Já conversamos com os credores para parcelar os débitos e vamos pagá-los com promoções.
A montagem do time já começou. O técnico Júlio Fernando Marques, o Tutinha, foi mantido. Mas, desta vez, não vai acumular as funções de preparador físico. O clube trouxe André, ex-Ponte Preta, para a função. Do elenco deste ano, continuam o goleiro Cristiano e o zagueiro Mauro, ao lado dos juniores Mauá (atacante), Vagner (lateral-esquerdo), Valcilei (meia) e Lê (volante).
A equipe volta das férias na segunda-feira. Com pouco investimento na montagem no time, a ambição do Batel é buscar um lugar entre os seis classificados ao octogonal final do Paranaense. A estréia será dia 26 de janeiro contra o Rio Branco, em Paranaguá.


