BATE-BOLA
Mais um fracasso
Fim de temporada e o Londrina não tem mais chances de brigar pelo título (leia-se vagas na Série C e Copa do Brasil). Não, não é 2003, 2004 ou 2005. É mais uma repetição do que vem ocorrendo com o principal clube da cidade. Mais uma vez o Tubarão convive com o fracasso e, o que é pior, com a fama de time perdedor. Há 14 anos sem ganhar um título importante, o Londrina sofre também com a falta de torcida. Pergunte a garotos entre 10 e 15 anos para qual time eles torcem. A resposta, rápida, é sempre São Paulo, Corinthians, Palmeiras ou Santos, clubes que estão na mídia e quase sempre disputando títulos. O Londrina não forma novos torcedores porque não ganha nada, não tem grandes times e o torcedor não tem vontade de sair de casa e ir ao estádio para ver um futebol medíocre. A atual diretoria até se desdobra, mas é pouco para quem quer ver o Londrina grande novamente.
Primo pobre
Enquanto o Londrina enfrenta crise interminável, a Portuguesa Londrinense colhe os frutos do bom trabalho realizado nas categorias de base. Como diz o Amarildo Vieira Martins, o momento da Lusinha é ''bão'' e pode ser melhor ainda. O time da Vila Santa Terezinha tem chances de ficar com as vagas na Série C e na Copa do Brasil.
Microfones abertos
Excelente o programa comandado e produzido por Fiori Luiz na Rádio Brasil Sul, domingo, sobre a crise do Londrina. Dirigentes, ex-dirigentes, ex-jogadores e jornalistas opiniram e deram soluções sobre a atual situação do LEC.
Em boas mãos
Coincidência ou não, Atlético-PR e Paraná Clube não têm muito do que reclamar dos árbitros neste Campeonato Brasileiro. Seis dos últimos sete jogos de cada equipe foram apitados por árbitros do quadro da Fifa. De acordo com o presidente do Tricolor, José Carlos de Miranda, a ameaça de pedir anulação por erro de direito (de interpretação) após o confronto com o Fluminense, ainda na quarta rodada, e a boas atuações do advogado Domingos Moro nas questões paranaenses no STJD, parecem ter surtido efeito ultimamente.
Trapalhadas verdes
O Palmeiras está pagando caro pelos erros da diretoria. Contratações equivocadas, declarações inoportunas que derrubaram Tite, proteção a jogadores, enfim, uma trapalhada atrás da outra. A última foi a volta do goleiro Marcos, imposta pelo péssimo Marcelo Vilar. O jovem Diego Cavalieri, melhor goleiro do Brasileirão - lidera a Bola de Prata da revista Placar, à frente de Rogério Ceni e Fábio -, foi para a reserva, viu do banco as péssimas atuações de Marcos e agora, depois da casa arrombada, a comissão técnica o recoloca em seu devido lugar.
Rodrigo Lima
[email protected]





