BATE-BOLA
Rivalidade local
Discordo da maneira voraz de como os clubes agem para tirar jogadores dos rivais. O São Paulo é um exemplo disso, devem lembrar muito bem palmeirenses e santistas. Apesar de não concordar, isso faz bem para o futebol. A rivalidade local ou regional aumenta e faz com que o clube prejudicado tente dar o troco tirando outro jogador do rival ou pelo menos se empenhe em contratar reforços. A investida do Londrina em jogadores que estavam acertando com a Lusinha estremeceu o relacionamento entre as duas diretorias. Repito, não concordo com esse tipo de negociação, mas o episódio reacendeu a rivalidade entre os clubes de Londrina e fará com que eles se fortaleçam para a Copa 100 Anos e, principalmente, para o Estadual-2007.
Paz e amor?
O presidente da Portuguesa, Amarildo Vieira Martins, não aceitou passivamente o assédio do Londrina aos seus jogadores. Ao contrário, só fez aumentar a rivalidade entre os dois clubes. Amarildo, agora, pensa duas vezes antes de anunciar o interesse em algum jogador. Até a rodada dupla do dia 30, que já estava definida, pode ir por água abaixo.
Fôlego curto
Londrina e Portuguesa apostam suas fichas em jogadores trintões na Copa 100 Anos. No LEC, Macedo (36 anos) e Paulista (31) formam o time dos veteranos. Na Lusinha, a lista é maior: Aléssio (34), Paraguaio (31), Ézio (32) e Tião (32).
Solução radical
Na briga para poder usar o nome Grande Londrina, a diretoria da Lusinha tem uma solução caso seja derrotada na Justiça. As camisas do time deverão ser confeccionadas com dois distintivos, um da Associação Portuguesa Londrinense e outro do Grande Londrina Futebol Clube. Cada camisa custará R$ 40.
Retratos da Série C
Para os clubes paranaenses que sonham com uma vaga na Série C do Campeonato Brasileiro, um aviso: a competição é deficitária e extremamente desgastante. Como a CBF só paga passagens aéreas para um time por Estado e para os rebaixados da Série B - mas apenas para trajetos acima de 700 quilômetros -, a maioria das equipes encara horas e até dias dentro do ônibus. O motorista da Tuna Luso-PA, resumiu bem o que são as viagens na Terceirona: ''A gente mora no ônibus e passeia em casa''.
Assalto no sertão
A primeira fase, regional, é a menos desgastante da Série C. Depois disso, com jogos a cada três dias, a peregrinação é inevitável e viagens de até 50 horas viraram regra. Algumas até dramáticas. O ônibus da delegação do Treze-PB foi assaltado no sertão pernambucano. Foram roubados celulares e jogadores foram agredidos por cinco assaltantes.
Rodrigo Lima
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