BATE-BOLA
PUBLICAÇÃO
sábado, 02 de setembro de 2006
Rodrigo Lima<br>[email protected] 
Londrina x Caxias do Sul
A estagnação do futebol londrinense é irritante, principalmente quando vejo fatos como o ocorrido na rodada de quarta-feira do Campeonato Brasileiro, em Caxias do Sul. Naquele dia, três equipes da Série A e mais o Juventude, time da cidade, estavam em Caxias do Sul. O Juventude recebeu o Flamengo no Alfredo Jaconi e o Grêmio enfrentou o Cruzeiro, no Centenário, com portões fechados (o Tricolor gaúcho cumpria suspensão). Fiquei pensando na movimentação que esses clubes e os dois jogos proporcionaram à cidade da Serra Gaúcha (aeroporto, táxis, hotéis, restaurantes, bares, lojas, estacionamentos, vendedores ambulantes, divulgação na mídia, etc.). Lucro certo e fácil, pois o atual estágio do futebol movimenta muito dinheiro. Sem clubes na Série A (imagina, não temos ninguém nem na Série C) e sem nenhum esforço para trazer grandes jogos para cá, Londrina (a cidade) perde, cada vez mais, uma grande oportunidade de faturar com o futebol.
Competência e ostracismo
O quê Caxias do Sul tem que Londrina não tem? Bem, na população, a cidade gaúcha perde de goleada (Londrina tem 447.065 habitantes contra 360.419 gaúchos, segundo dados do IBGE). Mas a vantagem londrinense para por aí, já que as duas cidades possuem várias indústrias e são ricas. A diferença está no profissionalismo e na competência de quem trabalha ou trabalhou todos esses anos no futebol. O Juventude soube aproveitar muito bem a parceria firmada com a Parmalat, na década de 90, entrou para a elite brasileira em 1995 e não saiu mais. A parceria acabou algum tempo depois, mas o clube foi competente para se manter no topo, inclusive com o título da Copa do Brasil em 1999. Justamente o que faltou ao Londrina, que não soube aproveitar alguns bons momentos (1977, 1980/82 e 1992) para crescer ainda mais. Foram muitas trapalhadas, uma atrás da outra, até culminar com o ostracismo atual. Infelizmente.
Fim da Lusinha?
Uma derrota em Engenheiro Beltrão pode significar a eliminação precoce da Portuguesa Londrinense do quadrangular final da Divisão de Acesso. Isso poderia também ser o fim da Lusinha, segundo o presidente Amarildo Vieira Martins, que ameaça acabar com o clube. Duvido, pois essa é mais uma balela do Amarildo, que não vive sem a sua Portuguesa querida.
Frase da semana
''Não vou negar, não. Demiti e só me arrependo de não ter feito aquilo antes, porque quando assinei a primeira folha de pagamento, que era de R$ 23 mil, vi que o salário dele dava quase metade. Vi que não daria para mantê-lo, mas acabei deixando a coisa correr''. Carlos Alberto Garcia, ex-presidente do Londrina Esporte Clube, admitindo que dispensou o ex-técnico Raul Plassman que move uma ação trabalhista contra o clube.


