Quem dá mais leva

A terça-feira foi agitada no mercado da bola no interior paranaense. E os técnicos foram a bola da vez. Roberto Fonseca, que dirigiu o Cambé apenas em um jogo (vitória sobre o Operário, em Ponta Grossa), comandará agora a Adap na Série C do Brasileiro. Luiz Carlos Cruz, da Adap, foi para o Ceará. Para o lugar de Fonseca, o CAC contratou Wilson Mano. E tem ainda o Londrina, que não anunciou oficialmente o nome do novo treinador, mas todos já sabem que é Lio Evaristo.

Massa lusitana

Aos trancos e barrancos, bem ao estilo do folclórico presidente Amarildo Vieira Martins, a Portuguesa Londrinense caminha a passos largos rumo à Primeira Divisão do Campeonato Paranaense. Pena que os torcedores londrinenses não apóiam o time da Vila Santa Terezinha. Domingo, apenas sete pessoas pagaram ingressos para ver Lusinha e Paraná Clube B. Assim, fica difícil manter um clube competitivo.

Direito de xingar

Tevez e Edilson falaram esta semana que o torcedor tem que respeitar os jogadores e que não tem o direito de xingar. Concordo que todos os torcedores precisam respeitar os atletas, mas quanto ao xingamento... Afinal, o torcedor paga (caro) pelo ingresso e tem todo direito de vaiar os pernas-de-pau que vestem a camisa do seu time.

O novo comandante

Vou direto ao ponto: sou contra a escolha de Dunga para dirigir a seleção brasileira. Nada contra o capitão do tetra, que foi o símbolo da garra dentro de campo. Admiro sua personalidade e seu caráter. Na gíria dos boleiros, é um boa-praça. Conheci o Dunga quando ele voltou de sua temporada de 11 anos no exterior para vestir pela última vez a camisa do Internacional, em 1999. Fiz uma longa entrevista exclusiva com ele em Balneário Camboriú para um jornal de Blumenau no qual trabalhava na época. Em momento algum falou mal ou criticou os companheiros da seleção de 98, que fracassou na final da Copa da França. Naquele dia, emocionado por voltar a vestir a camisa do clube que o revelou, Dunga já pensava em continuar trabalhando com o futebol após encerrar a carreira. Mas ser treinador, ainda mais da seleção brasileira, não passava pela cabeça do então jogador.

Questão de tempo

Sim, amigo leitor, vou explicar porque sou contra o Dunga na seleção. Penso que o principal problema é a falta de experiência como treinador. Com isso, o novo comandante pode ter dificuldades para implantar seu sistema tático. Se vai dar certo? Torço a favor, mas só o tempo dirá.

Dia D

Para o São Paulo, é fundamental marcar pelo menos um gol no jogo de hoje contra o Chivas. A missão é difícil, mas o Tricolor tem mais time e acredito que fará a final da Libertadores com o Inter.


Rodrigo Lima
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