BATE-BOLA
Futebol paranaense em baixa
Primeiro foi o Londrina, rebaixado para a Série C. Depois o Coritiba, rebaixado para a Série B. O cenário do futebol paranaense já estava nebuloso até o primeiro trimestre de 2006 confirmar a queda dos nossos clubes. Quatro equipes que disputavam a Copa do Brasil ficaram pelo caminho na primeira ou na segunda fases. O Campeonato Paranaense foi, mais uma vez, tecnicamente fraco. Não fosse a bela campanha da Adap e a força de conjunto do Paraná Clube, o Estadual passaria despercebido aos olhos do País. Depois de ver Ricardinho, Alex e Kléberson desfilando seus talentos pelos gramados do Paraná, não temos mais um grande nome do futebol brasileiro jogando por aqui. O principal jogador do Paraná, o atacante Dagoberto, atravessa uma fase negra, repleta de contusões e ninguém sabe se voltará a jogar o mesmo futebol que o consagrou e chegou a ser cogitado para a seleção brasileira.
Papel secundário
O futebol do Paraná perdeu força também na mídia nacional. Nos últimos meses, a imprensa brasileira falou apenas da rápida e da atrapalhada passagem do alemão Lothar Matthaus pelo Atlético. Jogadores daqui não são nem cogitados para reforçar os grandes clubes. Seleção brasileira, nem pensar. De quarta ou quinta força do País, o futebol paranaense caiu vertiginosamente para o pelotão intermediário da bola Brasil.
Espelho
A crise do nosso futebol é o reflexo da administração da Federação Paranaense. O caso Bruxo (corrupção na arbitragem) e a prisão do presidente Onaireves Moura refletem diretamente na fase pela qual passam a maioria dos clubes. Excetuando os clubes empresas (Adap e J. Malucelli) e os que ainda sobrevivem na Série A do Campeonato Brasileiro (Atlético e Paraná Clube), as demais equipes sofrem a duras penas para sobreviver.
Novidade em quadra
A primeira contratação da Inesul/Londrina após a fraca campanha no Campeonato Brasileiro pode ser o pivô Todão, revelado pelo COC/Ribeirão e que passou pelo Londrina Basquete em 2002. Atualmente no Sport Recife, Todão também integrou as seleções brasileiras de base.
Proposta indecente
Depois de investir na Fórmula 1, na qual compete com as escuderias Red Bull e Toro Rosso, a empresa austríaca Red Bull aposta alto no esporte, principalmente no futebol. A jogada agora é uma oferta milionária por Ronaldo, do Real Madrid. A empresa quer contratar o Fenômeno para jogar pelo New York, clube de propriedade da Red Bull. O atacante brasileiro disputaria a Liga Norte-Americana. Se Ronaldo não aceitar, o francês Zidane será o próximo alvo.
Rodrigo Lima
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