Festa para os 50 anos?

Não vejo motivo nenhum para a diretoria manter as festividades pelos 50 anos do Londrina Esporte Clube. O que os dirigentes querem comemorar? As conquistas e o passado glorioso já estão escritos e perpetuados na cinquentenária história do clube. Querem comemorar o passado? Ora, o que interessa é o presente, o momento pelo qual o clube está passando. Então vão comemorar a participação na Divisão de Acesso do Paranaense com um time mesclado de juniores e profissionais? A competição, que representa a Segunda Divisão do Paraná e não valerá nada para o LEC, é uma válvula de escape para a diretoria esconder os erros que culminaram com o fim da temporada para o time alviceleste. Em nota oficial, a diretoria pede que a cidade celebre o cinquentenário. Penso que é muito difícil para o cidadão celebrar os 50 anos do clube mais tradicional de Londrina, depois de ter sido apunhalado com o vexame nestes três primeiros meses de 2006. Em vez de festa, a diretoria poderia pensar e refletir sobre o futuro e firmar parcerias (essas podem ser a salvação para o clube), para aí sim, quem sabe já em 2007, festejar os 51 anos do Londrina com uma grande festa e com títulos.

A fama que se espalha

Junto com a crise instalada no Londrina pela eliminação no Paranaense e a consequente perda das vagas na Série C de 2006 e na Copa do Brasil de 2007, duas graves acusações mancharam a gestão de Peter Silva. A primeira, de Vica, de que a fama de mau pagador do Londrina entre os atletas dificultou a vinda de bons reforços. A segunda, de Itamar Bernardes, de que dirigente (leia-se Sidiclei Menezes) escala o time. A má fama do clube junto a jogadores e treinadores, com certeza, vai atrapalhar futuras negociações.

O poderoso chefão

Apenas uma pessoa está rindo à toa neste episódio vaxatório do Tubarão. João Paulo Reeberg, o Pinheiro, virou técnico do time B. O ex-superintendente de futebol, que aceitou ser auxiliar-técnico na semana decisiva do jogo contra o Rio Branco, que culminou na saída do verdadeiro auxiliar, Souza, e tumultuou o ambiente no clube, ganhou sua ''grande chance''. Agora como comandante, Pinheiro poderá mandar e desmandar. Que beleza!

Apoiado, caro Flávio

Concordo com o comentarista Flávio Campos, da Rádio Brasil Sul, quando ele diz que o Londrina é usado como laboratório pelas pessoas que passam por aqui. E que o torcedor e a imprensa estão cansados de tantas promessas de dias melhores. A realidade é outra.

Aviso aos leitores

Ao contrário do que foi informado na edição do dia 17, a Folha publicará a coluna ''Histórias das Copas'' sempre às sextas-feiras. A partir do dia 9 de maio, a coluna passará a ser publicada duas vezes por semana: às terças e sextas-feiras. A próxima coluna, nesta sexta-feira, contará a história da Copa da Itália-1934.

Rodrigo Lima
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