BATE-BOLA
Uma nova realidade
O Londrina vive agora uma nova fase no Campeonato Paranaense. Tudo vinha bem até os dois tropeços, em Paranavaí e em Campo Mourão. O time alviceleste terminou o primeiro turno com a melhor campanha entre os 16 clubes do Estadual. E agora, na segunda rodada do returno, o time corre o risco de deixar o G-4 (o grupo dos quatro classificados para a segunda fase). Por isso, o momento é de colar os dois pés no chão e pensar na classificação como prioridade. Como a realidade agora é outra, o oba-oba do primeiro turno tem que ser esquecido e cada jogo será um desafio para o Tubarão.
Ordem do comandante
Vica foi corajoso e escalou um time ofensivo para tentar vencer o Paraná Clube no Pinheirão. O técnico sabe que o Londrina precisa da vitória neste jogo de seis pontos e vai exigir isso dos seus jogadores.
Jogada de marketing
Donizete vai estrear domingo, contra o Toledo, no Estádio do Café. O jogador nem viajou com o grupo para Curitiba e ficou treinando no VGD. Diretoria e comissão técnica fizeram bem em ''guardar'' o Pantera para estrear diante da torcida alviceleste. Como será novidade no domingo, Donizete deve atrair um bom público ao Café. Sem ele, LEC x Toledo seria um jogo para os fanáticos 1,7 mil torcedores.
Mais marketing
Independente de dar certo ou não no comando do Atlético, apenas a presença de Lotthar Matthaus no banco de reservas já rendeu excelentes frutos ao clube. Com o alemão à beira do gramado, o Furacão está na mídia internacional.
Novas denúncias
A afirmação do superintendente do Paraná Clube, Ricardo Machado Lima, de que seu time está sendo roubado pelos árbitros desde o início do Paranaense, é preocupante. A arbitragem paranaense ficou sob suspeita com o recente ''Caso Bruxo''. Veio a troca de comando na Comissão de Arbitragem e a expectativa era de recuperar a imagem negativa. Sei que o trabalho do Afonso Vítor de Oliveira à frente da Comissão é sério, mas é preciso apurar as denúncias do diretor do Paraná Clube e punir quem continua participando ou quer entrar para o esquema do Bruxo.
A luta continua
Vai de mal a pior a Nossa Liga de Basquete, criada ano passado por Oscar Schimit. A competição, paralela ao Campeonato Nacional da CBB, sofre com a falta de interesse da mídia e com o boicote da CBB e da Federação Paulista. Na segunda-feira, dois clubes (Rio Preto-SP e São Carlos-SP) foram excluídos da Liga por falta de condições financeiras. Mesmo tomando pedradas e pauladas, Oscar deu um belo exemplo de como combater dirigentes que se eternizam nos cargos.
Rodrigo Lima
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