Morreu na praia, de novo

O sonho do Londrina de voltar à Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro foi por água abaixo. Pode até ser que o clube ganhe o recurso no STJD e se classifique nos pênaltis para as quartas-de-final. Mas um time que leva quatro gols do Ceilândia, não faz nenhum e sofre duas derrotas, não seria páreo para o Ipatinga na próxima fase. O clube mineiro atropelou o Atlético Sorocaba 2 a 0 em casa e 4 a 1 em Sorocaba (SP) , e também passaria fácil pelo fraco time do Londrina.

Um pequeno entre os pequenos

A permanência do Tubarão na Série C tem vários motivos. Mas um deles, para mim, é fundamental. Pelo menos nos últimos cinco anos, o Londrina não formou sequer um time para ser campeão. O discurso, no início de cada competição, é sempre o mesmo: ''Vamos montar um time para se classificar à segunda fase'', ''vamos pensar, primeiro, em não cair'' ou ''estamos entre os 16 melhores da Série C''. Ou seja, um clube que pensa pequeno, tem que permanecer entre os pequenos.

Falha na base

Além do fracasso no futebol profissional, o Londrina vai muito mal também nos juniores, justamente um dos principais projetos do presidente Agostinho Miguel Garrote para este ano. No Campeonato Paranaense, com 23 clubes, o Tubarãozinho foi eliminado logo na primeira fase. Passaram para a segunda fase 16 equipes.

Na rabeira

O time júnior do Londrina ficou atrás, no grupo C, de Roma Apucarana (20 pontos), Nacional de Rolândia (19), Portuguesa Londrinense (17) e União Bandeirante (13). Fez mais pontos, nove, do que o Arapongas, lanterna do grupo com 3 pontos.

Pote de ouro

Com rendimentos médios de R$ 10 mil por mês, é cada vez maior a procura pelas escolas de formação de árbitros de futebol. Tratada até então como um ''bico'', a arbitragem no Brasil virou profissão de fato. Se for dos quadros da Fifa ou da CBF, um árbitro pode ganhar até R$ 100 mil por ano.

Taxas de arbitragem

Um árbitro da Fifa recebe R$ 2,5 mil por jogo na Série A do Brasileiro, além das diárias nas viagens e das passagens de avião. Quem não faz parte da Fifa, mas apita pelo quadro da CBF recebe R$ 1,5 mil por jogo do Brasileirão. Outros árbitros recebem de R$ 60 a R$ 350 por partida (profissional ou amador).

Conta bancária

Os árbitros são tão bem remunerados (e pela lei desportiva eles não levam calotes dos clubes) que em pouco mais de cinco meses de Campeonato Brasileiro o carioca Wagner Tardelli faturou R$ 55 mil. Veja quais são os outros árbitros mais bem remunerados em 28 rodadas do Brasileirão, segundo a Folha de S.Paulo: Leonardo Gaciba (RS), R$ 37 mil; Wilson de Souza Mendonça (PE), R$ 35 mil; Sálvio Spindola Fagundes (SP) e Héber Roberto Lopes (PR), R$ 32,5 mil; Alício Pena Júnior (MG) e Wilson Luiz Seneme (SP), R$ 27,5 mil; Márcio Rezende de Freitas (SC), R$ 25,5 mil; e Carlos Eugênio Simon (RS), R$ 22,5 mil.

Rodrigo Lima
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