Um bom começo
Após o empate com o Santos B, ouvi, nas emissoras de rádio e nas tevês, várias opiniões dos torcedores sobre o comportamento do novo time do Londrina. A maioria gostou do que viu. Alguns, mais exigentes, dispararam críticas. O torcedor precisa entender que é um novo grupo que está sendo formado. É necessário tempo para que os jogadores se entrosem e ganhem confiança. Apesar da fragilidade do time B do Santos, aprovei o primeiro teste oficial da equipe que Roberto Fonseca está armando para a Série C do Campeonato Brasileiro. É um grupo de qualidade. Claro que algumas peças ainda não funcionam, mas pôde-se notar que os dois laterais apóiam e cruzam bem, a zaga mostrou competência e o meio e o ataque criaram boas jogadas.
Pelas laterais
Os laterais criaram as principais jogadas do Londrina no primeiro tempo. Pela direita, Adriano apoiou bastante e arriscou alguns dribles. Pela esquerda, Micael foi muito bem nos cruzamentos. Os dois apóiam bastante, mas precisam melhorar na marcação, para evitar que os zagueiros tenham que se desdobrar nos contra-ataques adversários.
Homem da lei
O experiente Ronaldo Marconato assumiu a zaga do Londrina como se fosse um xerife. E ainda é uma arma em bolas paradas. Na primeira falta, chutou fraco. Mas na segunda oportunidade, obrigou o goleiro santista a praticar uma difícil defesa.
Avaliação do grupo
Adriano, Ronaldo Marconato, Rocha, Micael, Fábio, Goiano e Bruno foram os destaques do jogo amistoso. Fabinho, Teles e Carlão alternaram bons e maus momentos e o goleiro Ferronato falhou nos dois gols e foi o mais fraco do time. Alex, que entrou no lugar de Rocha, foi esforçado. Murilo, Éverton, Jarlisson e Moisés não tiveram muito tempo para mostrar serviço.
Gols e muita torcida
Bastou apenas uma rodada com clássicos regionais para que acabasse a pasmaceira do Campeonato Brasileiro. Atlético-PR 1x0 Coritiba, Corinthians 3x1 Palmeiras, Botafogo 1x2 Fluminense e Atlético-MG 1x2 Cruzeiro mexeram com torcedores e com os artilheiros. A rodada teve dois jogos com os maiores públicos da competição no Mineirão (43.567 pessoas) e no Morumbi (40 mil) e recorde de gols (38).
A sina do Coritiba
O Coritiba perdeu a chance de estar hoje na quinta posição do Campeonato Brasileiro. Enfrentou o time reserva do Atlético, que jogou os 10 minutos finais com um jogador a menos, após Dagoberto deixar o campo contundido. O Alviverde segue a sina de anos anteriores: é um time instável, que não consegue embalar. O Atlético aproveitou bem a instabilidade do adversário e venceu a primeira no Brasileirão.
Rodrigo Lima
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