BATE-BOLA
Time único
A classificação atleticana para a semifinal da Libertadores, coroada com a bela vitória sobre o Santos, na Vila Belmiro, comprovou a dupla personalidade do time Rubro-Negro. No Brasileirão é o lanterna e, junto com o Brasiliense, tem o pior ataque da competição com apenas três gols. Na Libertadores, venceu os dois jogos sobre o Santos, atual campeão brasileiro. Ou seja, é o saco de pancadas do Nacional e a sensação da América do Sul. Este é o grande desafio de Antônio Lopes: tornar o Atlético um time único, com o espírito guerreiro e vencedor dos jogos da Libertadores para escapar de vez da zona de rebaixamento do Brasileirão.
Amigo da onça
Para construir o placar de 2 a 0, o Atlético recebeu uma grande ajuda do técnico santista. Com poucas opções no banco de reservas, Gallo mexeu mal no time tirou Tcheco e colocou Fabiano. O atacante, que perdeu gols, errou passes e irritou a torcida santista, foi um ponto nulo no Peixe.
Vitória fácil
A estréia com vitória sobre a atual campeã européia confirmou o favoritismo do Brasil na Copa das Confederações. O time de Parreira jogou tranquilo e não teve dificuldades para fazer 3 a 0. O conjunto esteve bem, mas Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Robinho ficaram acima da média. Parreira aproveitou para testar jogadores, seu principal objetivo nesta competição. Ricardo Oliveira e Juninho Pernambucano, que marcou um gol de falta, entraram muito bem e entraram na briga por uma vaga no time titular.
Abaixo da média
Na sua primeira grande chance na seleção brasileira, Cicinho ficou devendo. Tímido, o lateral do São Paulo errou passes e cruzamentos e falhou na marcação.
A volta do 'Imperador'
A atuação não foi das melhores, mas o belo gol o primeiro do jogo recolocou Adriano entre os favoritos de Parreira. O atacante da Inter de Milão, que havia decepcionado contra Paraguai e Argentina, já não era mais unanimidade na seleção.
Vantagem do Galo
O Paulista largou com uma boa vantagem na final da Copa do Brasil. Fez 2 a 0 no Fluminense e poderá até perder por um gol de diferença no jogo de volta, no Rio de Janeiro. O meia-atacante Márcio Mossoró, em grande fase, é a bola da vez no futebol brasileiro.
Cheque especial
Para quitar a folha salarial de maio, que chega a R$ 2 milhões, Corinthians e MSI recorreram a uma conta bancária que mantêm em parceria no Bradesco. A parceira do clube, que pelo contrato é responsável pelo pagamento dos salários e direitos de imagem dos jogadores, mais uma vez estava sem dinheiro. Em abril, os salários foram pagos com dinheiro adiantado pela Federação Paulista de Futebol.
Rodrigo Lima
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