BATE-BOLA
Acabou a paciência
Acabou a lua-de-mel entre a torcida e o time do Londrina. No início do Campeonato Paranaense, torcedores idolatravam jogadores, comissão técnica e até o presidente Agostinho Miguel Garrote. Para os idolatrados, a torcida era maravilhosa por estar ao lado do time. Agora, com sucessivos fracassos em campo, os torcedores perderam a paciência e passaram a criticar as pessoas que até pouco tempo atrás carregavam nos braços após os jogos. A (infeliz) justificativa de um diretor: ''Alguns desses torcedores são uns bêbados que querem estragar o ambiente do clube''.
Direito de torcedor
O episódio pós-jogo deixou claro que alguns diretores do Londrina são amadores. Nas vitórias tudo é ótimo, lindo e maravilhoso. Nos momentos difíceis, não sabem lidar com críticas da imprensa ou da torcida. E dá-lhe ofensas para quem vai ao estádio, paga seu ingresso e quer apenas ver o time de coração vencer.
Especialista em pênaltis
O goleiro Serginho, do Nacional, revelado pelo Londrina e que teve uma passagem frustrada pela Terceira Divisão italiana, virou um especialista em defender cobranças de pênaltis. No Paranaense, defendeu duas cobranças de Joel, do Paranavaí, uma em Rolândia e outra em Paranavaí. Mas a defesa que ficou na memória dos torcedores londrinenses foi contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil de 2002. Serginho defendeu a cobrança de Edilson, o Capetinha, no Estádio do Café.
Ingressos com cambistas
Cianorte, Maringá, Londrina e várias cidades da região Norte e Noroeste do Paraná respiram o jogo Cianorte x Corinthians. Em pouco menos de três dias, os torcedores esgotaram os 20,5 mil ingressos para a partida de amanhã em Maringá. Bilhetes, agora, somente nas mãos de cambistas. Quem ainda deseja ver Tevez, Roger, Passarella e companhia vai desembolsar, no mínimo, R$ 40.
Uma fortuna
O preço acima está sendo praticado em Maringá. Em São Paulo, tem cambista vendendo ingressos para o jogo de amanhã, no Willie Davis, a R$ 60.
Olheiros na Arena
Jogadores do Iraty que se destacaram durante a disputa da Taça São Paulo de Juniores foram analisados por observadores do Corinthians e do São Caetano durante o jogo contra o Atlético, no sábado. Entre os alvos dos times paulistas estão o lateral-direito Renaldo, o zagueiro Édson Borges, e os meias Tiago e Elton.
Felipe, o animal
Edmundo era chamado carinhosamente de Animal (apelido dado pelo narrador Osmar Santos) por sua garra e vontade de vencer. Mas outro animal está em evidência. Ao contrário de Edmundo, o meia Felipe, do Fluminense, é um animal mesmo. É covarde. Com um soco, agrediu um jogador do Campinense e será julgado hoje. Merece ficar muito tempo fora dos gramados, até colocar a cabeça no lugar.
Rodrigo Lima
(Colaborou Gilmar Agassi)
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