BATE-BOLA
Rivalidade nos Estaduais
Durante as férias, li e ouvi muitas opiniões sobre os campeonatos estaduais. Enquanto alguns querem a extinção desses torneios, outros defendem a manutenção das competições que movem a rivalidade regional. Sou da segunda ala. Os Estaduais são a única oportunidade que os clubes pequenos têm para conquistar um título, uma vaga na tão sonhada Copa do Brasil ou apenas disputar uma competição que pode ser rentável aos cofres do clube.
Privilégio de poucos
Claro que para equipes como Santos, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Cruzeiro, Flamengo ou Fluminense, ou seja, a minoria dos clubes brasileiros, seria bem mais interessante economicamente disputar o Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores do que viajar dentro do próprio Estado e jogar em campos esburacados.
Fechado para balanço
Aqui no Paraná, o que seria de Engenheiro Beltrão, Rio Branco, Império do Futebol ou Nacional se a CBF acabasse com o Campeonato Paranaense? Fechariam as portas logo no primeiro ano, pois não teriam competições para disputar. Ou quem defende a extinção dos Estaduais acha que a CBF criaria um novo torneio para esses clubes?.
Braços cruzados
O calendário desses clubes já é restrito com o Campeonato Paranaense. Para quem patinar e cair logo na primeira fase, serão apenas dois meses de atividades. Depois de 23 de março, a única alternativa será mandar os jogadores embora, fechar as portas e esperar pelo Estadual de 2006. Pela sobrevivência dos clubes do interior e pela rivalidade regional é que defendo a manutenção dos Estaduais.
Internautas
A boa vitória na estréia do Campeonato Paranaense deixou os torcedores do Londrina animados, mas também rendeu comentários curiosos dos internautas da Folha. Um deles diz que as cores do uniforme do Tubarão teriam que ser as da bandeira da cidade (vermelho e branco), pois ''o azul não representa Londrina''. Outro internauta pede que o prefeito Nedson Micheleti determine que a Banda Municipal se apresente nos jogos do VGD.
Melhor do mundo
Os são-paulinos não se cansaram de elogiar a atuação do meia-atacante Falcão em sua estréia, quinta-feira, no Morumbi. Foram apenas 10 minutos, mas o melhor do mundo no futsal deixou Grafite na ''cara'' do gol, fez jogadas de efeito e quase marcou num chute forte de fora da área.
Frase da semana
''Eles misturaram alguma coisa na água. Eu poderia ter tido um ataque em campo ou poderia ter caído no antidoping, o que prejudicaria minha carreira''. Do ex-lateral da seleção brasileira Branco, sobre a possível trapaça do técnico Carlos Bilardo no jogo entre Brasil e Argentina na Copa do Mundo da Itália, em 1990.
Rodrigo Lima
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