Batalha jurídica marca eleição da FPF
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quinta-feira, 17 de abril de 2008
Luciano Balarotti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Na mais acirrada eleição das últimas décadas, e sem a participação direta de Onaireves Rolim de Moura, que se eternizou no cargo por 22 anos, clubes profissionais, amadores e ligas de futebol de todo o Paraná decidem, a partir das 10 horas, o futuro presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF). Cargo disputado pelo presidente em exercício Hélio Cury, bastante ligado às ligas amadoras; e pelos oposicionistas Rafael Iatauro, que conta com apoio do Governo do Estado; e Moacir Peralta, profundamente ligado à CBF.
Candidatos que pouco diferem em suas propostas, baseadas na promessa de resgatar a credibilidade perdida e em ''se livrar'' do oneroso e abandonado Pinheirão. Conturbada por batalhas judiciais que ora impugnaram uma chapa, ora concederam a ligas o direito a voto, a eleição será o principal tema da Assembléia Geral da FPF. Que inicialmente decide se o pleito será com voto aberto ou fechado, o que pode influenciar no resultado.
Os três candidatos mostram confiança, mas não escondem a contrariedade com as brigas judiciais. ''Tentamos moralizar o processo, mas infelizmente o que queríamos, um processo com legalidade, não está acontecendo. São mais de 50 ligas querendo se filiar, mas que não reúnem as condições exigidas para votação'', afirma Cury, que estudava até o início da noite de ontem, entrar na justiça para suspender a eleição.
Iatauro também ressaltou os problemas que teve para garantir judicialmente a inscrição de sua chapa. ''Pretendemos ganhar no voto, seja aberto ou seja fechado, principalmente depois que a justiça prevaleceu e garantiu a eleição em um processo democrático'', destaca. Por outro lado, Peralta se apóia nos contatos mantidos com ligas e clubes, mas afirma correr por fora. ''Não tenho tantos meios e meus contatos não foram materiais. Se o eleitorado fosse com outro perfil, mais amplo, eu poderia me considerar vitorioso'', disse, também criticando a briga de liminares. Que deve continuar mesmo depois da eleição.
Queixas
Ontem, a assessoria de imprensa do Ministério Público (MP) do Estado confirmou o recebimento de duas queixas-crime contra o secretário-chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, e o pré-candidato à prefeitura de Curitiba pelo PCdoB, Ricardo Gomyde (à frente também da Paraná Esporte), protocoladas por Valdir da Silva Rosa. Referente, segundo informação extra-oficial, a suposto uso de recursos públicos na campanha eleitoral pelo comando da federação. Queixas que devem ser distribuídas a um membro do MP para análise no início da próxima semana para avaliar se existem ou não indícios de irregularidades.


