Basquete volta ao Brasil cheio de desculpas
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terça-feira, 10 de setembro de 2002
Agência Estado 
Rio de Janeiro - A seleção brasileira de basquete masculino, oitava colocada no Mundial de Indianápolis, voltou ontem dos Estados Unidos com um discurso desafinado sobre a queda repentina de produção da equipe na competição. O Brasil venceu quatro partidas e obteve a primeira colocação de seu grupo na fase inicial. Depois, perdeu cinco seguidas.
Alguns atletas atribuíram o insucesso na reta final a um estado de acomodação do grupo. Houve quem apontasse a inexperiência internacional da maioria dos atletas como outro motivo. Intrigante, porém, foi a reação do ala Marcelinho.
Embora comedido, ele insinuou que algo fora da quadra prejudicou a seleção. ''Faltaram muitas coisas, o problema de convívio de quase dois meses teve peso, o relacionamento complicado de cobrança entre jogadores e do treinador também, mas o melhor é não analisar nada de cabeça quente.''
Marcelinho reconheceu que a oitava posição não deve ser considerada ruim. Afirmou, porém, que o Brasil tinha ''condições técnicas'' de chegar entre os quatro primeiros. Não quis se estender.
O pivô Sandro Varejão creditou à falta de ''bagagem'' da equipe as derrotas sucessivas. Já o ala Vanderlei, que desembarcou no Rio com uma luxação no ombro esquerdo, disse que a seleção perdeu a concentração durante a competição.


