Basquete vê revanche no jogo contra França
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quarta-feira, 20 de setembro de 2000
Janaina Tupan Frare Enviada da Folha a Sydney 
Depois da vitória contra Senegal por 82 a 48 ontem, a seleção de basquete feminino volta à quadra mais confiante para enfrentar a França, na madrugada de amanhã (0h30 de Brasília). Vamos entrar mais confiantes, mas o jogo não vai ser fácil. O jogo só é fácil depois que a gente ganha, disse a armadora Silvinha, que também joga no Paraná/Basquete.
No período de preparação, o Brasil enfrentou a França duas vezes uma em Natal e outra na Polônia e perdeu (65 a 57 e 75 a 45). As derrotas, porém, não preocupam as brasileiras. Estávamos em início de treinamento, trabalhando muito forte fisicamente e ainda sem ritmo de jogo, lembrou a armadora Adrianinha, que disputou as duas partidas.
A pivô Alessandra explicou que as francesas atuam de forma semelhante à Austrália: como as alas e armadoras são altas, elas costumam inverter a posição com as pivôs, o que dificulta a defesa, mas estamos trabalhando para neutralizar essa jogada. O técnico Antônio Carlos Barbosa acredita que a partida será equilibrada e lembrou que, nos jogos anteriores, o Brasil estava sem Janeth, Claudinha e Cíntia Tuiú, titulares em Sydney. A França já disputou três jogos pelo grupo A e venceu todos: fez 75 a 39 no Senegal, 58 a 51 na Eslováquia e 70 a 58 no Canadá.
O jogo contra o Senegal não exigiu muito das brasileiras e permitiu que Barbosa usasse todas as 12 jogadoras. Um alívio para o preparador físico João Antônio Nunes, o Joãozinho: Em todas as outras seleções, as principais jogadores têm ficado em média 25 minutos em quadra. Janeth, Helen e Alessandra estavam na casa dos 30. Na próxima fase, isso pode fazer diferença. Precisamos aproveitar jogos menos complicados para tentarmos diminuir o desgaste das nossas titulares, destacou.


