Rio, 31 (AE) - O diretor de Basquete do Vasco, Fernando Lima, sonha em montar uma superequipe para disputar o McDonalds Open (o Mundial Interclubes da categoria), em outubro, em Milão. Lima revelou a intenção de contratar "o maior jogador de basquete brasileiro de todos os tempos": o veterano Oscar. O dirigente disse que a idéia surgiu logo após o Vasco conquistar o título da Liga Sul-Americana de basquete, ao vencer o Boca Juniors da Argentina, por 76 a 68, na noite de terça-feira, no Rio.
O McDonalds Open será disputado entre 14 e 18 de outubro e terá a presença dos campeões das ligas profissionais dos Estados Unidos, Europa, ásia, Austrália e Itália. Lima ainda está vivendo a emoção da conquista. A prioridade do clube atualmente é ganhar o Campeonato Brasileiro, que terminará em maio, quando acabam também os contratos dos jogadores do time atual. "A grande realidade é que estamos entrando na fase final do Campeonato Brasileiro", disse o diretor.
Lima não quis se estender sobre a possível vinda de Oscar. "Ele está jogando pelo Mackenzie e seria falta de respeito falar sobre isso agora", analisou. A partir de maio, o NationsBank, parceiro financeiro do Vasco, estará investindo diretamente no basquete e nos outros esportes amadores do clube. "Eles estão estudando como explorar os direitos transmissão de TV para o basquete", disse.
Lima revelou que o NationsBank já tem o projeto de profissionalização completa do basquete vascaíno. "Isso começará com investimentos na estrutura, como a construção de uma quadra onde poderemos receber times da NBA, por exemplo", anunciou. O diretor analisou a renovação no basquete nacional, dizendo que clubes como o Vasco, o Flamengo e outros estão se esforçando para projetar novos valores. "Ainda precisamos do Rogério, do Byrd (Charles Byrd) e do Vargas, mas temos também o Manteiguinha, o Diego, que fazem parte das seleções brasileiras de base", disse.
Outra medida que contribuirá para projetar novos talentos será a realização do Campeonato Brasileiro de divisões de base, conforme idéia do presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Gerasime Nicolas Bozikis, o Grego, "possibilitando ao técnico da seleção, Hélio Rubens, verificar jogadores do Amapá, Ceará, etc." Segundo Lima, a obrigatoriedade de se ter dois ou três jogadores dos juniores nas equipes principais também será ótima para a renovação do basquete.

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